A CAIXA continua tratando os empregados com descaso. Após três rodadas de negociações da Campanha Nacional 2016, marcadas por sucessivos nãos e respostas evasivas às reivindicações dos trabalhadores, o banco permanece em silêncio e não aponta para a retomada dos debates da pauta específica. Entre as demandas dos trabalhadores, destaca-se a revogação do RH 184, com a consequente garantia da incorporação da função e o fim dos descomissionamentos arbitrários. A contratação de mais empregados é outra demanda urgente.

A primeira negociação com a CAIXA ocorreu no dia 17 de agosto, oito dias após a entrega do documento com os pleitos visando a renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Na reunião, os representantes do banco foram categóricos: não há perspectiva de retomadas das contratações. Também não se pronunciaram sobre reivindicações como fim do caixa minuto, retorno da função de caixa, o funcionamento do Grupo Tripartite para tratar questões relacionadas à Funcef e utilização do superávit do Saúde Caixa.

Sete dias depois, em 24 de agosto, foi realizada a segunda negociação marcada pelo clima de descaso. Os representantes do banco afirmaram, por exemplo, que o processo de reestruturação foi suspenso, mas que as chefias estão liberadas para promover “ajustes” que visem melhorias. Na prática, isso permite a perseguição aos empregados.

A terceira negociação, ocorrida no dia 30 de agosto, não foi diferente. Mesmo tendo recebido a pauta específica de reivindicações no dia 9, a direção do banco não levou para mesa qualquer proposta concreta às reivindicações relacionadas à saúde do trabalhador e condições de trabalho, GDP, Saúde Caixa, Funcef, aposentados, infraestrutura das unidades, segurança bancária, terceirização, Caixa 100% pública, contratação, jornada de trabalho/Sipon, carreira, isonomia e reestruturação.

Confira as principais reivindicações:

Saúde do trabalhador

  • Pausa de dez minutos a cada 50 trabalhados estendida a todos que fazem atendimento ao público, trabalham com entrada de dados ou têm movimentos repetitivos.
  • Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho) organizada conjuntamente pelo Sindicato e a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Com toda a infraestrutura sendo garantida pela CAIXA.
  • Abertura obrigatória de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) no prazo de 24 horas para todos os trabalhadores lotados na unidade, nas ocorrências de assalto.

Saúde Caixa 

  • Alteração do caráter de consultivo para deliberativo do Conselho de Usuários.
  • Fortalecimento dos comitês de acompanhamento de rede credenciada, incluindo custeio pela CAIXA de despesas com viagens dos integrantes.

Funcef 

  • Manutenção do Fundo para Revisão de Benefícios, com o banco público arcando com 100% do déficit causado nas situações em que foi utilizado o voto de Minerva. Além disso, o fim desse voto.

 Condições de trabalho 

  • Investimento maior da CAIXA na Gilog e demais áreas que dão suporte às unidades. Uma das medidas seria que todos os estados passem a ter setores com essa atribuição.
  • Fim do caixa minuto.
  • Manutenção da função de caixa.
  • Pagamento integral das funções.
  • Garantia da substituição para todos os cargos, independente da causa ou período de afastamento.
  • Revisão do conceito de “agência deficitária”.
  • Imediata reposição, via concurso público, de todos os que saíram por meio do PAA (Plano de Apoia a Aposentadoria).
  • Toda hora extra feita deve ser paga, com o fim do banco de horas.
  • Fim do descomissionamento arbitrário e do GDP (Gestão de Desempenho Pessoal).

Reestruturação

  • Toda e qualquer reestruturação deve ser debatida previamente com a CEE/Caixa.

CAIXA 100% pública

  • Manutenção da CAIXA 100% pública como instrumento de fomento à economia, implementação de políticas públicas, e agente de regulação e moderação do Sistema Financeiro Nacional.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

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