Em defesa dos empregados e empregadas da CAIXA, o Sindicato tem intensificado a mobilização e atuado em várias frentes para combater a reestruturação implantada pelo banco em todo o país de forma unilateral. No dia 24 de março, quinta-feira, foi realizado um ato em frente à CEHMA, em Belo Horizonte, para cobrar respeito, diálogo e transparência por parte da CAIXA. A manifestação contou com a adesão de trabalhadoras e trabalhadores da unidade.

Além disso, também na última semana, o Sindicato ajuizou ação pleiteando que a CAIXA apresente todos os dados relativos à reestruturação. Entre eles, estão os normativos aplicados ao processo de reestruturação, quantos empregados serão atingidos, onde haverá os descomissionamentos, quais unidades serão extintas, quais serão remanejadas, para onde haverá transferências, dentre outros, sob pena de multa diária.

Foi pleiteada também a suspensão da reestruturação, principalmente, quanto aos descomissionamentos e transferências, por tempo razoável e proporcional. O objetivo é possibilitar os trâmites de negociação coletiva dos empregados atingidos e assegurar o direito à informação de todos os trabalhadores, a fim de que possam estar preparados para as medidas subsequentes.

A ação está em trâmite na 48ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte e foi cadastrada sob o número 0010406.42.2016.5.03.00186. O Sindicato acompanha o processo e já entrou em contato com a juíza Júnia Maria, que é responsável pelo caso. A previsão é que o pedido seja apreciado ainda nesta semana.

As medidas de reestruturação na CAIXA foram anunciadas pela presidente do banco, Miriam Belchior, no dia 10 de março, sem qualquer abertura para o diálogo com os trabalhadores. No mesmo dia, uma mensagem do Conselho Diretor foi repassada aos trabalhadores, informando sobre o início do processo, mas sem esclarecer sobre o que realmente seria feito a partir daquela data.

No texto enviado aos cerca de 96 mil trabalhadores, a CAIXA comprometeu-se apenas com o asseguramento estendido por 60 dias; a incorporação de função segundo as regras vigentes; e avaliação de perfil e reambientação do empregado. No comunicado, porém, o banco não informou o número de trabalhadores envolvidos, quais unidades serão afetadas e ainda se haverá descomissionamentos.

Desde então, o clima é de apreensão nas unidades de trabalho. Empregadas e empregados estão amedrontados, já que faltam informações claras sobre como se darão as modificações. Em negociações com o banco, os trabalhadores têm cobrado o cumprimento do que foi acordado com a categoria, garantindo a contratação de mais empregados para colocar fim à sobrecarga de trabalho nas unidades de todo o país.

“Estamos atentos em relação ao processo de reestruturação e exigimos que a CAIXA trate seus empregados e empregadas com respeito. Queremos mais diálogo e transparência sobre as mudanças a serem implementadas e seguiremos mobilizados, tanto na base de Belo Horizonte e região como também em nível nacional, para cobrar explicações e a suspensão da reestruturação que foi iniciada sem a participação dos trabalhadores, que serão diretamente afetados”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

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