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Após cobrança dos trabalhadores, a direção da CAIXA prorrogou, até 31 de dezembro, o pagamento do adicional de insalubridade aos avaliadores de penhor. A alteração do prazo, que terminaria em 31 de outubro, segundo o banco, foi para que os representantes dos trabalhadores concluam a peritagem para demonstrar que o ambiente e os materiais químicos e aparelhos manipulados por esses empregados de fato apresentam risco à saúde.

Representantes dos trabalhadores, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa (Fenae), contrataram especialistas na matéria, que estão em fase de análise dos ambientes de trabalho destinados aos avaliadores.

Um dos responsáveis pela elaboração da perícia, Paulo Roberto Kaufmann destaca que o simples fato de os bancários terem de utilizar um Equipamento de Proteção Individual (EPI) para exercer essa função já seria suficiente para manter o pagamento do adicional de insalubridade. “Além disso, os ambientes sem exaustor adequado deixam as pessoas expostas a vapores devido à reação dos produtos químicos na averiguação para saber se uma joia é verdadeira ou não”, afirma o médico do trabalho.

Entenda o caso

O corte do adicional de insalubridade foi oficializado pela direção da CAIXA em comunicado interno do dia 5 de julho. A justificativa foi baseada em laudos de empresas contratadas que consideraram que o ambiente em que se manipulam produtos químicos pelo avaliador de penhor não apresenta risco à saúde.

Para se contrapor a essa tese, a Comissão Executiva dos Empregados da CAIXA (CEE/Caixa) levou o caso à Fundacentro, vinculada ao Ministério do Trabalho e Previdência Social, que tem ampla experiência na área de segurança, higiene e saúde no trabalho. Além disso, contratou perícia técnica e acionou a assessoria jurídica para averiguar medidas a serem tomadas.

Os trabalhadores também se mobilizaram, realizando dias nacionais de luta. Tudo isso resultou na primeira prorrogação do pagamento até 31 de outubro.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Seeb-SP

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