Desde sexta-feira, dia 4 de dezembro, empregados da CAIXA com função incorporada ou aposentados pelo INSS estão sendo retirados de seus locais de trabalho, causando pânico nos trabalhadores. Lotados em filiais e centralizadoras de todo o país, além de algumas áreas da matriz, os trabalhadores descobriram que seriam transferidos para agências já nesta semana. Não houve nenhuma negociação. Segundo a CAIXA, o objetivo seria reduzir a falta de trabalhadores nas agências. No entanto, as agências precisam ser reforçadas principalmente com novas contratações. Já são menos 19 mil trabalhadores no banco e o déficit pode aumentar.

Para o presidente das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, o que a direção da CAIXA está fazendo é um desrespeito. “É uma gestão desumana, que não respeita as pessoas e as suas histórias, e não negocia com os trabalhadores. As pessoas estão sendo transferidas sumariamente, sem nenhuma negociação. O único interesse é que elas entrem no PDV”, afirmou Takemoto.

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) recebeu as denúncias e oficiou o presidente do banco, Pedro Guimarães e a Gerência Nacional de Relações Trabalhistas (Geret) sobre a movimentação. Acesse o ofício na integra aqui.

No documento, a CEE cobra a suspensão do processo de transferências e o estabelecimento de uma mesa de negociação para debater os impactos da reestruturação e os impactos na vida funcional dos empregados. Conforme prevê o acordo coletivo de Trabalho (ACT).”A direção da CAIXA desrespeita os empregados com essa medida. Não há transparência nas tomadas de decisões banco  não há negociações. A gestão prejudica a vida funcional dos trabalhadores e agrava ainda mais as condições de trabalho dos colegas que estão cansados devido as jornadas intensas e metas abusivas.”, destacou a coordenadora da CEE/Caixa. Fabiana Uehara Proscholdt.

Já a representante dos trabalhadores do banco no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano alerta para que os empregados não aceitem as mudanças caso elas não estejam documentadas.

“Nós não temos que aceitar pressão para sair no PDV. O PDV, como o nome diz, é voluntário. E tem que ter documento solicitando a transferência, dizendo para onde o empregado vai. A mudança deveria ser negociada, para não piorar as condições de vida e trabalho das pessoas”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com a Fenae

 

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