Foto: Augusto Coelho - Contraf-CUT

Foto: Augusto Coelho – Contraf-CUT

A CAIXA vetou avanços em uma proposta final contra descomissionamentos arbitrários. Na última reunião do Grupo de Trabalho que trata do tema, realizada nesta segunda-feira, 19, em Brasília, o banco tentou, mais uma vez, impor unilateralmente a nova versão 33 do RH 184, insistindo na tese do “justo motivo” para continuar com a prática. O que foi apresentado pelo banco, portanto, não contempla a proposta construída a partir das reivindicações da categoria, colhidas em ampla consulta nacional.

Os representantes dos empregados protestaram contra a postura intransigente. A avaliação é de que não dá para fechar acordo com base na insistência da CAIXA em fazer trabalho por demanda e em querer oficializar a quebra de caixa, tema que em nenhum momento foi objeto de debate. Outra arbitrariedade que o banco insiste em manter é a dispensa de função gratificada ou cargo comissionado da gestante a qualquer tempo, inclusive durante a licença-maternidade.

O único avanço registrado diz respeito à questão de que o apontamento deve ser aplicado em dois momentos, com intervalo entre eles de, no mínimo, 60 dias dentro do período de 730 dias, observada a recorrência dos fatos que levaram ao primeiro apontamento. Foi acatada apenas, portanto, a sugestão que estabelece a perda da função já numa análise preliminar, só podendo ocorrer após apuração de processo contra o empregado, com base em uma segunda opinião.

Pela proposta, porém, fica mantido o julgamento subjetivo, e não está assegurado o valor da função e tampouco a incorporação da remuneração proporcional no caso dos empregados com mais de 10 anos de função. A avaliação semestral conforme os quesitos exigidos nos editais dos processos seletivos internos, respeitando as especificidades de cada área, diferenciando funções técnicas das demais, também não foi contemplada.

Os representantes dos empregados criticaram ainda a insistência da CAIXA com o modelo do MO 21182, considerado extremamente cartorial. Para os trabalhadores, a proposta do banco leva em consideração apenas um momento do empregado, o que causa prejuízo a toda uma carreira construída no decorrer da vida do bancário.

Os representantes dos empregados consideram também que este é um momento propício para discutir critérios que combatam as arbitrariedades perpetradas pela chefia nos descomissionamentos, dado que esse debate tem a ver com a própria organização do trabalho. Por isso, as questões apresentadas pelos trabalhadores continuam sendo prioritárias para melhorar as condições de trabalho e para impedir situações de assédio moral nas unidades.

Nesta terça-feira, 20, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) se reúne, em Brasília, para discutir o tema e avaliar os próximos passos do movimento.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Fenae

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