Na noite desta quarta-feira, 22, a Câmara dos Deputados, sob o comando de seu presidente, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apunhalou os trabalhadores e suas conquistas históricas aprovando a emenda que autoriza a terceirização em atividade-fim nas empresas do país.

Ao todo, 230 deputados votaram favoráveis à emenda e 203 contra. A proposta foi apresentada pelo relator do projeto, o deputado federal Arthur Maia (SD-BA). O PT apresentou uma proposta que contrariava essa emenda, mas ela não foi apreciada.

Além da terceirização em atividade-fim, a Câmara também aprovou a emenda que reduz de 24 para 12 meses a quarentena que o ex-funcionário de uma empresa deve cumprir para que possa prestar serviços por meio de uma terceirizada.

“A luta não acaba com a votação na Câmara, o projeto ainda passará no Senado. Nós estaremos na rua e teremos um 1º de maio de luta. Vamos ampliar as mobilizações, fazer novos dias de paralisações e, se necessário, uma greve geral para barrar esse ataque nefasto e criminoso aos direitos da classe trabalhadora brasileira”, declarou o presidente da CUT, Vagner Freitas.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, reforçou a importância de ampliar a mobilização para pressionar o Senado. “Nossa luta contra a precarização do trabalho continua. A aprovação da terceirização da atividade-fim das empresas é um ataque à classe trabalhadora brasileira e visa beneficiar apenas os bolsos dos empresários, com o achatamento dos salários e o corte de direitos em todas as categorias de trabalhadores no Brasil. Não podemos permitir que destruam nossas conquistas em décadas de luta”, afirmou.

O povo fora da Casa

Desde às 14h desta quarta-feira, 22, trabalhadores concentraram à frente do Anexo 2 da Câmara dos Deputados, aguardando uma liberação para que acompanhassem a votação do PL 4330. Porém, autoritariamente e sem qualquer motivo, o presidente da Casa proibiu que o povo estivesse no local.

“Isso aqui é a Casa do povo, não é a Casa do Cunha”, discursava Vagner Freitas, após a última de inúmeras tentativas de acessar as galerias da Câmara. “É um absurdo o que está sendo feito, isso me lembra a ditadura militar, Eduardo Cunha é um ditador”, afirmou a deputada federal Moema Gramacho (PT-BA).

Deputados contra os trabalhadores

A emenda foi aprovada com apoio de partidos como PSDB, PMDB, DEM, PSD e Solidariedade, entre outros. enquanto PT, PCdoB, PSB, PV, PDT, Pros e Psol ficaram contrários à proposta.

Veja aqui quem votou a favor (Não) e contra (Sim) os trabalhadores

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com CUT Nacional

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