Fotos: Nando Neves

No dia 27 de março, a Frente Parlamentar em Defesa da Caixa 100% Pública, criada pelo vereador Reimont Otoni (PT), realizou seu primeiro debate na Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro. O diretor do Sindicato Cardoso, que é vice-presidente da Fenae, representou a Federação no evento e defendeu a importância da CAIXA enquanto banco público e patrimônio de todos os brasileiros.

Durante os debates, os participantes ressaltaram a importância da CAIXA como fomentadora do desenvolvimento social e econômico do país, reforçando seu caráter 100% público e sua importante contribuição para o crescimento do Brasil. Cardoso destacou também a importância da realização do debate. “A audiência na Casa Legislativa do município carioca é uma prova da importância da CAIXA como banco social, e isso tem que ser mantido”, afirmou.

Também compuseram a mesa Paulo Matileti, da APCEF/RJ, Adriana Nalesso, do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Felipe Miranda, que é economista e técnico do Dieese na subseção Fenae, Armando Filardi, da União Nacional do Economiários da Caixa Econômica Federal (Uneceif), e Luiz Severino da Silva, da Pastoral de Favelas.

Confira abaixo a fala completa do diretor do Sindicato e vice-presidente da Fenae, Cardoso:

“Quanto mais a gente conhece a história antiga e recente da CAIXA, mais convictos ficamos de que ela tem que permanecer 100% pública. E mais, a CAIXA sempre teve o tamanho que o país precisou que ela tivesse, desde a sua fundação até hoje. E se formos analisar bem, os últimos 12 anos até poderíamos chamar de uma refundação da CAIXA, dado o salto de qualidade e quantidade que o banco deu.

A CAIXA sempre foi o banco do povo brasileiro: poupança; financiamento habitacional; penhor; loterias; FGTS… Mas o que aconteceu com a CAIXA nos últimos 12 anos transformou completamente o banco, ao mesmo tempo em que o país se transformou. O Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, a atuação no mercado de crédito no momento mais agudo da crise econômica mundial, a partir de 2009: tudo isso contribuiu para que a CAIXA ampliasse sua rede de atendimento, aumentasse o número de empregados e atingisse o incrível número de mais de 70 milhões de clientes. Se pode dizer que de cada 3 brasileiros, 1 tem conta na CAIXA.

A CAIXA disse presente quando o Brasil resolveu lutar contra a miséria, com o Bolsa Família. A CAIXA transformou em realidade o Minha Casa, Minha Vida quando o país resolveu que era hora de diminuir o déficit habitacional escandaloso que havia, principalmente entre as classes menos favorecidas. A CAIXA não se acovardou quando os brasileiros precisaram do crédito que os bancos privados negaram a partir de 2009, e obteve um crescimento exponencial da sua carteira de crédito, sempre com os mais baixos índices de inadimplência. A CAIXA cresceu por que o Brasil cresceu. A CAIXA sempre foi e sempre será do tamanho das necessidade do país.

Esse crescimento exponencial, que se refletiu nos lucros extraordinários alcançados, somado ao desejo de frear e até diminuir a presença da CAIXA no mercado aguçou ainda mais as pressões para a sua privatização. O tal “mercado” não vai desistir nunca, por isso precisamos estar sempre atentos e prontos para a luta em defesa desse patrimônio do povo brasileiro.

Do ponto de vista do empregado da CAIXA, ainda temos muito chão pra percorrer na nossa luta para melhorar a remuneração e as condições de trabalho, mas, como os números apresentados provam, podemos dizer que os empregados da CAIXA acumularam inúmeras conquistas. Aumentos acima da inflação, apesar de menores do que merecemos; PLR Social, diretamente ligada à atuação social da CAIXA; democratização da Funcef e do Saúde Caixa; crescimento do quadro funcional, que precisa crescer mais; tudo isso são conquistas do movimento dos trabalhadores.

Essas conquistas se deram no âmbito da importância da CAIXA para o Brasil. Basta olhar em volta, conversar com os companheiros trabalhadores dos bancos privados, e até do Banco do Brasil para saber que a simples abertura de capital colocará os avanços em risco, e bloqueará qualquer possibilidade de novas conquistas.

A CAIXA deve permanecer 100% pública, por que só assim ela trabalhará 100% para os brasileiros.”

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