Num momento em que os trabalhadores brasileiros da cidade e do campo sofrem todo tipo de ataques contra seus direitos por parte do governo ilegítimo de Michel Temer, é bom lembrar que, há exatamente 85 anos, era criado, pelo governo Getúlio Vargas, um importante instrumento de defesa da classe trabalhadora brasileira: a Carteira Profissional de Trabalho.

Instituída em 21 de março de 1932, a iniciativa visava alinhar a política de proteção ao trabalhador com o processo de urbanização e de modernização do Brasil. Naquela época, o país iniciava uma radical mudança na sua economia, que deixava de ser iminentemente agrária para se tornar industrial.

Com isso, era necessário regular a atuação do trabalhador urbano. Ao instituir uma legislação trabalhista – com previsão de jornada de trabalho, lei de férias, direito à aposentadoria, regulação do trabalho da mulher e do menor -, foi institucionalizado o controle social sobre as relações entre trabalhadores, empregadores e sindicatos.

Com o decreto 21.175, a nova carteira tornou-se documento obrigatório para todas as pessoas maiores de 16 anos, sem distinção de sexo, que desejassem trabalhar no comércio, no ramo financeiro ou na indústria brasileira.

Já em 1969, a Carteira Profissional foi substituída pela Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), que garante acesso a direitos trabalhistas como seguro-desemprego, aposentadoria e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Seu caráter obrigatório se estende aos trabalhadores dos setores agrícola, pecuário e doméstico.

Sindicato faz 85 anos em outubro

No ano em que a Carteira de trabalho completa 85 anos, o Sindicato dos Bancários de BH e Região se prepara para comemorar, no dia 27 de outubro, o mesmo tempo de história à frente da luta da categoria.

Durante estas oito décadas e meia, foram inúmeras conquistas importantes que alçaram o Sindicato à posição de uma das mais importantes entidades de classe do país. Filiado à CUT desde 1987, o Sindicato dos Bancários de BH e Região é uma referência histórica de resistência para os trabalhadores de Minas e do Brasil.

Hoje, a entidade segue atuando fortemente na defesa dos direitos da categoria bancária e de todos os trabalhadores brasileiros. Na luta diária, o Sindicato vem combatendo os abusos e as demissões promovidas pelos bancos, além de participar das grandes mobilizações contra os retrocessos sociais e trabalhistas, como a reforma da Previdência e os projetos que visam legalizar a terceirização irrestrita.

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