Confira abaixo, na íntegra, o texto do 19º boletim “Prestando Contas Cassi”, elaborado pelos diretores e conselheiros eleitos pelos associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi):

Dirigentes eleitos pelo Corpo Social são grandes defensores do Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde, e não mediram esforços para cumprir a principal missão da Caixa de Assistência, mesmo em ano de orçamento contingenciado

A Estratégia Saúde da Família (ESF) e as CliniCassi são pilares do Sistema de Serviços de Saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, desde a definição do Modelo Assistencial na Reforma Estatutária de 1996.

Compreender o que está em jogo para os participantes da ativa, aposentados, pensionistas e seus dependentes nos debates atuais entre Banco do Brasil e associados, através de suas entidades representativas, associativas e representantes eleitos na Cassi, é de fundamental importância para a busca de soluções para a sustentabilidade, sem a perda de direitos em saúde conquistados ao longo da história do funcionalismo.

A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, com William Mendes, é responsável pelo modelo de saúde da Cassi e pela estrutura própria da entidade nos estados, as Unidades Cassi e as CliniCassi. E a Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, com Mirian Fochi, é responsável pelas áreas de regulação e gestão de rede de prestadores de serviços de saúde, além da Central de Atendimento.

DEFESA DOS INTERESSES DOS ASSOCIADOS

A sintonia entre os eleitos – conselheiros e diretores – foi fundamental nos debates e deliberações no âmbito da Cassi para defender os interesses dos participantes no ano de 2015, quando os eleitos foram contrários às diversas propostas por parte do patrocinador BB para reduzir direitos em saúde como, por exemplo, aumentos de coparticipações sobre consultas, exames e terapias, criação de franquias sob internação, redução ou extinção de programas de saúde fundamentais para os associados.

Vejam o histórico de implantação da ESF. Os números mostram que dirigentes eleitos estão comprometidos com o Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde

O quadro abaixo mostra, a título de exemplo, a relação percentual entre o número de participantes do Plano de Associados e a porcentagem de atingimento dos objetivos definidos pela Cassi em cadastrar toda a população na Estratégia Saúde da Família (ESF). Dos 181.705 cadastrados em 2015, 142.337 são do Plano de Associados, 37.085 do Cassi Família e 2.283 são do FunciCassi.

Apesar de não ter havido avanços substanciais após 2008, durante o período de entrada de recursos novos, como os R$ 300 milhões negociados em 2007, ou recursos extraordinários, como os mais de R$ 400 milhões oriundos da distribuição do BET na Previ, nos anos de 2014 e 2015, houve um grande esforço da atual gestão eleita e dos funcionários das diretorias eleitas e das Unidades Cassi nos estados para ampliar a cobertura do Modelo Assistencial.

No entanto, os eleitos têm alertado a todos os envolvidos da Comunidade BB – Banco, Conselhos de Usuários, entidades sindicais e associativas e os próprios associados -, que é necessário destinar mais recursos financeiros para aumentar a capacidade instalada nos Estados em relação às CliniCassi e Equipes de Família. Existe toda uma logística de protocolos e procedimentos cotidianos para podermos vincular os participantes na promoção de saúde e prevenção de doenças para que a Cassi seja a primeira referência dos cadastrados na ESF.

Representantes eleitos também ampliaram a participação social, atuaram na defesa da Solidariedade no Plano de Associados e atuaram com esforço e parcerias na manutenção dos quase 40 mil contratos de prestadores de serviços da rede credenciada da Cassi

A Diretora Mirian Fochi, de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, fez grande esforço em administrar quase 40 mil contratos de prestadores de serviços de saúde (rede credenciada), enfrentando graves problemas externos à Cassi na manutenção de alguns prestadores, porque o mercado de saúde passa por uma grande reorganização. E mesmo com orçamento contingenciado durante todo o ano de 2015, a Cassi pagou rigorosamente seus prestadores e atuou intensamente nos problemas de credenciamentos, negociando tanto internamente com os indicados do patrocinador BB, quanto nos estados com parcerias através da Unidas, das entidades representativas e do próprio banco.

A participação social e o modelo de custeio solidário também são princípios históricos e que foram fortalecidos pelos representantes eleitos pelos associados na gestão atual da Cassi.

Não é por acaso que, mesmo em ano de crise financeira, os eleitos dobraram a participação social nas 17 Conferências de Saúde da Cassi, com o envolvimento e apoio de entidades parceiras, como noticiado no Boletim nº 18 (dez/15). Foram mais de duas mil pessoas presentes nas conferências debatendo a “Sustentabilidade da Cassi”.

E a participação dos eleitos em todos os fóruns de debates sobre Cassi foi fundamental para o fortalecimento da defesa da manutenção da Solidariedade como premissa básica defendida pelo conjunto das entidades representativas do funcionalismo da ativa e aposentados nos debates tanto com o Banco do Brasil quanto com os associados para encontrar solução para o equilíbrio e sustentabilidade do Plano de Associados da Cassi.

Compartilhe: