Bancárias e bancários foram às ruas, mais uma vez, nesta quarta-feira, 1º de agosto, para exigir que os bancos tratem com respeito a pauta de reivindicações da categoria na Campanha Nacional 2018. O ato foi realizado em frente à agência do Itaú na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, no mesmo dia em que ocorre a quinta rodada de negociação com a Fenaban em São Paulo.

Além das discussões sobre igualdade de oportunidade e as cláusulas econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), os bancos afirmaram que apresentarão uma proposta global ao Comando Nacional dos Bancários para que seja analisada pela categoria.

Os lucros bilionários, que seguem crescendo mesmo na crise, deixam clara a plena capacidade dos bancos de atender às demandas dos trabalhadores, que são os verdadeiros responsáveis pelos resultados. Em 2017, as cinco maiores instituições financeiras que compõem a mesa de negociação pela Fenaban lucraram, juntas, R$ 77,4 bilhões.

Porém, desde 2016, foram extintos mais de 40 mil postos de trabalho no setor bancário. A falta de funcionários gera sobrecarga de trabalho nas unidades, adoecimento dos bancários que permanecem nos bancos e também prejudica o atendimento prestado à população.

Sendo assim, na mesa de negociação desta quarta-feira, o Comando Nacional dos Bancários cobra uma proposta digna, com aumento real, PLR maior, mais empregos e proteções contra os efeitos da reforma trabalhista.

“Esperamos respeito dos bancos e compromisso com a categoria quando afirmam que valorizam os bancários do país. Os lucros dos principais bancos cresceram 135,5%, de 2004 a 2017, e os diretores destas instituições financeiras recebem mais de R$ 6 milhões por ano. Os bancários exigem uma proposta que valorize a categoria e seja digna. Crise não é desculpa para os banqueiros”, afirmou o funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Ramon Peres.

 

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