Fotos: Patricia Penna

Bancárias e bancários da base de BH e região ampliaram a mobilização e fortaleceram ainda mais a greve neste sétimo dia. As paralisações atingiram cerca de 52% das agências, departamentos e centros administrativos nesta quarta-feira, 25, deixando claro aos banqueiros e às direções dos bancos públicos federais que a categoria está disposta a aumentar cada vez mais a pressão para que sejam atendidas suas justas reivindicações.

A concentração deste sétimo dia foi realizada a partir das 11h30 em frente à agência do Bradesco localizada na rua da Bahia, esquina com rua Goiás, na região central de Belo Horizonte. Os trabalhadores bancários manifestaram sua indignação diante da intransigência dos bancos e votaram, em assembleia realizada às 13h, pela continuidade da greve.

Nesta quinta-feira, 26, os bancários se concentrarão em frente à agência do Itaú da rua Rio de Janeiro, 471, na praça Sete, no centro de Belo Horizonte. No mesmo local, às 13h, será realizada assembleia para discutir os rumos do movimento.

Em todo o Brasil, o movimento cresce a cada dia. No primeiro dia de greve foram fechados 6.145 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 estados e no Distrito Federal. A paralisação atingiu 7.282 dependências no segundo dia, 9.015 na segunda-feira, 9.665 na terça e 10.024 nesta quarta-feira, 25. O Comando Nacional dos Bancários se reunirá em São Paulo nesta quinta-feira, 26, para fazer um balanço da primeira semana de paralisação.

A greve por tempo indeterminado foi deflagrada no último dia 19, após aprovação em assembleia realizada no dia 12 de setembro na sede do Sindicato. A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sem aumento real, foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação.

Dentre as reivindicações, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13a cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou o espírito de luta dos bancários que a cada dia se conscientizam da importância de fortalecer o movimento como forma de demonstrar força contra a intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos federais. “A greve está cada dia mais forte porque o bancário sabe que sem muita luta e determinação não vamos conseguir dobrar a intransigência dos bancos. Por isso, o movimento cresce a cada dia e vai crescer muito mais com a garra da categoria para garantir e ampliar direitos ao fazer com que os bancos atendam as nossas justas reivindicações”, afirmou.


Mercantil do Brasil em Pará de Minas (Foto: Arquivo Sindicato)

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