A primeira reunião da mesa permanente entre a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e a direção da CAIXA aconteceu nesta quinta-feira, 3 de dezembro. A Comissão iniciou o debate protestando contra a charge publicada no jornal A Tarde, da Bahia, que criticou os empregados da CAIXA. A CEE criticou a falta de posicionamento do banco na defesa da empresa e seus empregados. A reunião discutiu também temas como o teletrabalho, banco de horas, metas e contratações.

Houve um protesto contra a reestruturação e a direção da CAIXA afirmou que não está ocorrendo uma reestruturação e sim um movimento de mudanças que teria ocorrido por causa da necessidade de reduzir custos além de reorganização interna. Não ficou claro para os representantes dos trabalhadores se houve planejamento prévio e diálogo entre as vice-presidências (VPs), uma vez que ocorreram informações desencontradas durante o debate.

“É necessário ampliar o debate sobre os cuidados que a CAIXA precisa ter com os colegas. O que está havendo é uma falta de respeito com os empregados e suas trajetórias. A falta de informação está afetando a saúde dos colegas. Os trabalhadores estão ainda mais ansiosos sem saber o que irá acontecer, e não podemos esquecer que ainda estamos vivendo no meio de uma pandemia.”, afirmou a coordenadora da Comissão Fabiana Uehara Proscholdt.

Teletrabalho – A proposta apresentada pela CAIXA não permite o controle de jornada. A representação dos empregados cobrou que o teletrabalho seja opcional e não uma imposição da empresa. Para a CEE a falta do controle de jornada pode gerar problemas na saúde do trabalhador e até no pagamento das horas extras já que muitos empregados estão muito cansados devido a jornada extensiva e as metas abusivas.  Além disso foi cobrada da CAIXA uma proposta de ressarcimento das despesas com energia elétrica e internet.

Banco de horas – A proposta apresentada pela CAIXA iria possibilitar que os empregados pudessem trabalhar duas horas a mais por dia em determinada semana para realizar a compensação de um dia completo, para assuntos de seu interesse, podendo prorrogar as licenças permitidas, após negociação com o gestor. A CEE apontou que o momento atual, com pagamento do auxílio emergencial e abertura das agências aos sábados, com enorme sobrecarga de trabalho, dificulta a discussão do tema, mas que fará análise e construirá alternativas junto com as entidades e empregados.

Contratações- A CEE/Caixa já havia enviado um ofício cobrando a direção do banco para mais contratações. A CAIXA  informou não haver autorização da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) para fazer mais contratações.

Recolhimento das funções – A CEE questionou o recolhimento das funções de empregados que aderiram ao PDV. A CAIXA respondeu que tal movimento já teria ocorrido em PDVs anteriores, e que as funções consideradas estratégicas não seriam recolhidas. Caixas, Tesoureiros, Assistentes e outras, não foram consideradas estratégicas pela empresa.

PQV – A CAIXA apresentou o Programa de Incentivo às Práticas de Vendas (PQV). A Comissão destacou que o programa responsabiliza o empregado que trabalha para alcançar as metas abusivas impostas pelo próprio banco.

Além disso ficou definido que o trabalho remoto continua até o dia 30 de janeiro de 2021,  renovação do acordo da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) que vence no próximo dia 31 de dezembro, sendo que a CAIXA disse  que está alterando a minuta e irá submeter à Comissão, que solicitou que o processo seja agilizado. A CEE cobrou ainda:  readequação das metas pois os empregados estão já estafados, não abertura das agências aos sábados sendo que a CAIXA assumiu o compromisso em mesa que iria negociar junto ao governo um calendário que não necessite do trabalho aos sábados. A Comissão pediu ainda um reforço nos protocolos contra o Covid19 nas unidades.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com a Fenae

 

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