Os casos de Covid-19 estão aumentando no Brasil rapidamente. Com 202 mil infectados e quase 14 mil mortes, o país alcançou o 6º lugar no ranking dos países com mais casos do novo coronavírus (Sars-Cov-2), ultrapassando a França. Nesse cenário preocupante, muitos estados já avaliam flexibilizar o isolamento social. Já algumas cidades, como Belém, São Luís, Fortaleza e Niterói adotaram medidas mais restritivas.

Como forma de promover a saúde, tanto para os empregados quanto para a população, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) vê como essencial que o banco cumpra os protocolos de combate a pandemia de Covid-19 em sua totalidade.

Construídas graças às reivindicações da CEE, do Comando Nacional dos Bancários, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e dos sindicatos, os protocolos se tornaram normas da CAIXA (CE SUBER/GERET 011/2020) e não podem ser desobedecidos.

“Não é o momento de abrandar os protocolos. É o momento de fortalecer a prevenção e a promoção da saúde. A CAIXA deve fazer isso custeando as ações por meio da área de saúde do trabalhador, como a testagem para Covid-19 dos empregados”, afirmou o coordenador da CEE, Dionísio Reis

Ainda são muitos os desafios dos empregados da CAIXA. Mais de 50 milhões de pessoas receberam o auxílio emergencial e estima-se que outras 17 milhões ainda aguardam a análise dos dados. Sem indicação de que a descentralização do pagamento irá acontecer e com o possível aumento nas solicitações, há indicação de que a fila poderá voltar a crescer.

Segundo Dionísio Reis, os protocolos devem ser cumpridos para garantir a saúde e a vida dos empregados e da população que precisa da CAIXA. “O home office para manter o isolamento social e evitar aglomerações é essencial. Ao manter o trabalho remoto, conseguimos evitar o fechamento das unidades nos protocolos de suspeita e fortalecendo a prevenção contra a Covid-19”, avaliou.

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, destacou que os empregados têm se empenhado ao máximo para atender a população que necessita do auxílio emergencial. “Os empregados da CAIXA estão fazendo um trabalho maravilhoso, colocando em risco a saúde para cumprir o papel do banco de atender a população brasileira, principalmente os mais carentes”. Ainda segundo o presidente da Fenae, novas etapas de pagamento de auxílio vão começar e é preciso atenção. “Ignorar as reivindicações das entidades é colocar os trabalhadores e a população em risco”, afirmou.

Contaminação na agência

O protocolo 1 para a pandemia diz respeito aos casos confirmados ou suspeitos da Covid-19 nas unidades. Quando houver um desses casos, a medida é o afastamento imediato e adoção de quarentena inicial por cinco dias, para avaliação, podendo ser estendido para 14 dias.

A confirmação do caso deve ser evidenciada pela apresentação do exame ou atestado médico decorrente de caso suspeito com CID B34.2 / B97.2.

Pessoas com sintomas

Para os casos de empregados ou terceirizados com sintomas da Covid-19, o protocolo 2 deve ser seguido. A unidade deve ser fechada para higienização por uma empresa contratada pelo departamento logístico da Caixa (Gilog). Nesse caso, a agência pode ser aberta na sequência, se forem trocados todos os trabalhadores da unidade.

Toda a equipe da unidade, presente ou não, deve ser informada da suspeita. Se houver casos omissos, eles serão avaliados pelo Grupo de Trabalho de Prevenção, que conta com a Gerência de Filial de Gestão de Pessoas (Gipes) local, a Superintendente Regional (SR), a Gilog, o Jurídico e a Gerência de Tecnologia (GITEC).

De acordo com o médico Albucacis de Castro Pereira, gestor na área de saúde e consultor da Fenae, a higienização das agências é fundamental. “Tem superfícies em que o vírus permanece até 48 horas, 72 horas em superfícies frias, e você pode não ter higienizado totalmente a agência. Então, deve ter o protocolo inicial. A agência pode voltar a funcionar depois da higienização desde que seja com outra equipe. Uma equipe sem contaminados”, explicou.

Grupos de risco

Os empregados do grupo de risco e maiores de 60 anos devem manter o home office. De acordo com o que foi acordado com a CAIXA, estes trabalhadores não precisam comprovar por laudo médico, nem a vontade do gestor ou do empregado, a sua condição.

Os casos de empregados gripados, tossindo, com coriza, febre ou dor de garganta devem ser afastados para o trabalho remoto. Não precisam apresentar atestado médico, basta a autodeclaração por parte do empregado. No caso de atestado médico, o empregado já estará fora da unidade.

Fim do horário estendido e prorrogação do trabalho remoto

Os empregados lutam também pela garantia do direito de os empregados descansarem. Por isso, a CEE/Caixa reivindica o fim do trabalho aos sábados e do horário estendido. A Comissão cobra a renovação dos acordos de trabalho remoto e do fortalecimento dos protocolos de saúde, uma vez que a contaminação pelo coronavírus só tem aumentado no país.

“A direção da CAIXA deve entender que, além de empregados, somos humanos e que o cansaço ataca o sistema imunológico. É indispensável o repouso não só pelo esgotamento físico, mas também psíquico. Os empregados precisam ser respeitados”, afirmou Dionísio.

Outra batalha urgente é a pressão contra o Projeto de Lei que fixa horário especial de funcionamento da Caixa durante a pandemia, apresentado deputado federal Diego Andrade (PSD-MG), nesta semana. Pelo texto do PL 2489/20 em análise na Câmara dos Deputados, o horário de atendimento das agências, durante a pandemia, seria das 6h às 22h.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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