A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários, cobrou esclarecimentos da CAIXA quanto a um e-mail enviado aos trabalhadores com o detalhamento da proposta feita pela Fenaban na sexta-feira, 25 de setembro, durante a quinta rodada de negociação da Campanha Nacional de 2015. O ofício foi enviado nesta segunda-feira, 28 de setembro, ao gerente nacional de Informações Corporativas e Negociações Coletivas (GEING), José Isaac Arantes Freitas, que já se manifestou.

Na última coluna da tabela contida no e-mail, constam índices de reajustes que significam os 5,5% propostas pelos bancos acrescidos de R$ 192,30 mensais. Esse valor refere-se aos R$ 2.500 de abono, também oferecido pela Fenaban, divididos por 13. Um exemplo: a referência 201 do PCS teria aumento do vencimento de 14,23%, o que é equivocado.

Na resposta encaminhada, a GEING informou que “o abono não possui caráter de incorporação salarial nos cargos efetivos e no Plano de Funções Gratificadas/Cargos em Comissão, bem como quaisquer reflexos em verbas e vantagens pessoais de qualquer natureza”.

Para a coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Matheus, faltou, no mínimo, clareza na mensagem encaminhada aos empregados. “Abono não é salário, não pode ser contabilizado como reajuste, e o banco sabe disso. Recebemos vários questionamentos dos trabalhadores. Infelizmente, isso ocorre às vésperas das assembleias que devem decidir pela nossa greve a partir do dia 6 de outubro. Assim que a resposta chegou, cobramos que a GEING esclareça a categoria”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

Compartilhe: