Nesta sexta-feira, 7 de abril, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), da qual a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, faz parte, se reunirá com a direção da CAIXA para cobrar o pagamento da PLR com base no lucro líquido recorrente de R$ 4,967 bilhões, e não no lucro contábil de R$ 4,137 bilhões. Caso a reivindicação seja atendida, tanto a PLR adicional quanto a PLR Social teriam aumento de cerca de 20%. A regra básica Fenaban também teria seu valor elevado.

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) também vai cobrar esclarecimentos sobre a proposta de fechar entre 100 e 120 agências, assim como a respeito das mudanças planejadas no Saúde Caixa. Além disso, na reunião, será mais uma vez reivindicada a implementação urgente das alterações discutidas no RH 184; a retomada do processo seletivo interno para os cargos de auxiliar, assistente e supervisor; e explicações sobre a mudança do instrumento de assédio moral.

CAIXA tenta jogar a culpa para os empregados

Na tentativa de justificar o injustificável – o lucro líquido de R$ 4,1 bilhões, em 2016, enquanto as projeções apontavam para R$ 6,7 bilhões – a direção da CAIXA reforça o total desrespeito com que trata seus empregados. Em comunicado enviado aos trabalhadores, em que trata da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), citou como um dos motivos do resultado ruim do ano passado o “longo período de greve” da categoria.

As entidades representativas dos empregados destacam que a atual gestão da CAIXA, comandada por Gilberto Occhi, é a única responsável pelo lucro menor e pelo valor da segunda parcela da PLR. A greve de 31 dias foi fruto da intransigência dos bancos e das propostas rebaixadas apresentadas aos bancários nas mesas de negociação.

O projeto que está em curso é o de redução do papel da CAIXA. A afirmação do governo Temer de que não irá capitalizar o banco deixa claro o objetivo de enfraquecer a empresa, provavelmente com a intenção de privatizá-la. O plano anunciado por Occhi de diminuir o número de agências e fatiar áreas importantes da CAIXA também escancara a intenção de desmonte.

Resistência

Diante da gravidade do momento, os trabalhadores se mobilizam para a construção da Greve Geral no dia 28 de abril, em defesa dos bancos públicos, contra as reformas da Previdência e trabalhista e contra a lei das terceirizações.

“O momento é de fortalecer ainda mais a resistência contra os ataques aos nossos direitos e a tentativa de desmonte do papel da CAIXA como banco essencial para fomentar o desenvolvimento do país. Continuaremos firmes fazendo o nosso trabalho de conscientização nas agências e nas ruas, denunciando as medidas perversas deste governo ilegítimo contra os trabalhadores e todos os brasileiros”, afirmou Eliana Brasil, presidenta do Sindicato.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

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