A Campanha Nacional 2016 registra mais uma conquista: foi renovada a cláusula 57ª da CCT 2016/2018 entre os bancos e a Contraf-CUT. A cláusula dispõe sobre o desenvolvimento de programas para a melhoria contínua das relações de trabalho nos bancos e já ficou agendada, para maio de 2017, uma negociação entre as partes para acompanhamento das iniciativas realizadas sobre o tema.

O processo negocial sobre as condições de trabalho e saúde foi, novamente na Campanha Nacional deste ano, marcado por intensos debates referentes à imposição de metas abusivas e ao risco que representam para a saúde dos bancários e bancárias de todo o país.

As metas abusivas, associadas às práticas de assédio moral, à avaliação individual de desempenho, cobranças por resultado, excesso de tarefas, competição entre os trabalhadores por vendas, além de jornadas extenuantes de trabalho, levam, cada vez mais, os trabalhadores ao adoecimento e ao afastamento do trabalho.

A cláusula 57ª da CCT deve se focar nos processos de organização do trabalho voltados para a questão das metas. O objetivo da categoria é discutir e negociar com os bancos sobre as condições em que o trabalho é desenvolvido, os programas que fixam metas que crescem a cada período, mecanismos de redimensionamento das metas em casos de redução dos números de trabalhadores, o tempo para a execução das tarefas, entre outras questões.

A exigência de produtividade, que não respeita o período de afastamento, é fator que tem gerado um grande estresse na categoria, sendo absolutamente abusiva, pois não respeita o direto ao repouso que o trabalhador necessita. A avaliação de desempenho que não considera o trabalho real, mas somente o resultado, somada às cobranças e monitoramentos excessivos, tem colocado a categoria bancária entre os segmentos com maior incidência de adoecimento mental no país.

 

Política de melhoria constante das condições de trabalho

Os princípios para a implementação desses programas pelos bancos já estão definidos pela cláusula 56ª da CCT – que trata da prevenção de conflitos no ambiente de trabalho – assinados com desde janeiro de 2011.

Os princípios dos programas que os bancos devem seguir são:

1- Valorização de todos os empregados, promovendo o respeito a diversidade, à cooperação e ao trabalho em equipe;

2 – Conscientização dos empregados sobre a necessidade de construção de um ambiente de trabalho saudável;

3 – Promoção de valores éticos, morais e legais; e

4 – Comprometimento dos bancos para que o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho.

 

Os trabalhadores também reivindicam a participação de bancárias e bancários nas decisões sobre saúde. A intenção é cobrar a implementação de políticas que promovam a saúde, que caminhem no sentido da prevenção dos acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho e que democratizem as relações de trabalho, proporcionando a participação ativa dos trabalhadores em tudo o que venha a se referir à sua própria saúde.

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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