COEBradesco_10jun

Bancários de Minas Gerais foram representados na mesa pela presidenta da Fetrafi-CUT/MG, Magaly Fagundes – Foto: Jailton Garcia – Contraf-CUT

A defesa do emprego foi o ponto principal da reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco com os representantes do banco, que ocorreu na tarde desta quinta-feira, 9, na sede do Bradesco, na Cidade de Deus em São Paulo.

A pauta de reivindicações especificas dos funcionários foi aprovada no Encontro Nacional de Funcionários dos Bancos Privados com destaque na manutenção do emprego. Entre outras prioridades aprovadas pelos bancários destacam-se auxílio-educação, adiantamento de férias, plano de cargos e salários, remuneração total, segurança bancária, plano de saúde e seguro saúde, fim do assédio moral e metas abusivas.

O banco vem alegando que os desligamentos são de ordem natural, ou seja, de troca qualitativa ou relacionadas ao desempenho, pedidos de demissões e aposentadorias.

Demissões

No primeiro trimestre de 2016, o Bradesco teve lucro líquido ajustado de R$ 4,113 bilhões, equivalente a uma redução de 3,8% em relação ao mesmo período de 2015. Porém, mesmo fechando o início do ano com lucro bilionário, o banco manteve sua política de corte de postos de trabalho. Em apenas um ano, de março de 2015 a março de 2016, foram 3.581 empregos a menos no segundo maior banco privado do país. Somente de dezembro de 2015 a março deste ano, foram extintas 1.466 vagas de trabalho.

Também houve redução no número de agências. São 152 unidades a menos em março de 2016, na comparação com março de 2015.

Os trabalhadores reforçaram que a luta se intensificará para cobrar do Bradesco o seu compromisso social. Os representantes dos funcionários reivindicaram que, na próxima reunião, o banco apresente os números de contratações feitas em todo o país.

HSBC

Outro ponto abordado na reunião foi a aquisição de 100% do capital do HSBC Brasil pelo Bradesco. Em virtude da concretização desta compra, os representantes dos bancários afirmaram que vão ficar atentos à questão do emprego e aos direitos dos trabalhadores do HSBC. O Bradesco, mais uma vez, se esquivou nas respostas aos questionamentos.

Os trabalhadores deixaram clara a cobrança pela manutenção dos postos de trabalho no processo de aquisição do HSBC. A concordância do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a compra ocorreu nesta quarta-feira, 8, sem a determinação de salvaguardas relativas às relações trabalhistas.

O Bradesco também negou que esteja praticando qualquer tipo de reestruturação frente à futura incorporação do pessoal do HSBC, mas não mostrou dados estatísticos. O banco se esquivou ainda de falar sobre seus planos para o HSBC, alegando que a autorização é recente e que ainda não assumiu a rede.

Foi proposto pelos representantes dos trabalhadores que a próxima reunião para tratar deste assunto seja o mais breve possível, para que o banco apresente os números sobre a questão da compra que envolve a fusão. O próximo encontro ficou pré-agendado para o dia 22 de junho, data a confirmar.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

Compartilhe: