Durante a reunião realizada nesta quarta-feira, 25, entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e a diretoria de Recursos Humanos e o departamento de relações sindicais do banco, onde o tema principal foi emprego, os representantes dos trabalhadores cobraram transparência nos números referentes às demissões e contratações. O funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato Welington Cruz Marinho representou Minas Gerais na mesa.

Na ocasião, a COE demonstrou os números referentes à onda de demissões em todo o território nacional. Também ressaltou que, além dos cortes de postos de trabalho, o número de contratação inexiste.

Segundo a diretora de Recursos Humanos, Glaucimar Peticov, “não existe um processo de incentivo às demissões e tão pouco algum projeto de reestruturação no Bradesco”. De acordo com a diretora, as demissões que estão ocorrendo acontecem de várias formas, entre elas, de troca qualitativa, espontânea ou aposentadoria. Além disso, alegou que estão ocorrendo contratações.

Os representantes dos bancários afirmam que a alegação do banco não corresponde à realidade. Somente no primeiro trimestre de 2016, houve 1.466 desligamentos, o que corresponde a mais de 90% de todo o primeiro semestre do ano de 2015, onde foram demitidos 1.618 funcionários. No comparativo com o primeiro trimestre de 2015, quando ocorreram 544 fechamentos de postos de trabalho, este aumento passa à ordem de 160%.

Entre os destaques da reunião, a COE cobrou do banco um levantamento referente às demissões e contratações no período de janeiro de 2015 a maio de 2016.

Além das demissões os bancários destacaram a falta de contratações, que tem gerado sobrecarga de trabalho nas agências e departamentos. Foi realizado um levantamento através das federações e sindicatos de todo o país que constata os números apresentados na reunião. Para o diretor do Sindicato Welington Cruz Marinho, “mesmo que o banco não admita o processo de demissões que vem ocorrendo, fica claro que trata-se de uma adequação do Bradesco visando a migração e absorção dos funcionários do HSBC. Por isso, temos que manter nossa mobilização e ficar atentos em relação às informações passadas pelo banco que não condizem com a realidade”.

Outros pontos que fazem parte da minuta específica vão ser debatidos na próxima mesa de negociação, que está agendada para o dia 9 de junho.

Ponto eletrônico

Antes da reunião de negociação, no período da manhã, a área técnica, a diretoria de Recursos Humanos e a área de Relações Sindicais do Bradesco apresentaram o projeto piloto que vincula o Ponto Eletrônico à Plataforma/Estação de Trabalho.

Em síntese, o banco explicou que o projeto de vinculação não permitirá mais de um terminal aberto por funcionário.

Segundo os representantes do banco, o projeto é simples e funciona através da marcação ímpar. Se o trabalhador passa o seu cartão no ponto eletrônico, o sistema libera e vincula a ele uma Plataforma/Estação de Trabalho para exercer sua função. Caso o mesmo trabalhador passe novamente o cartão no ponto eletrônico, o sistema marcará o par. Ou seja, duas marcações bloqueiam qualquer acesso às plataformas de trabalho.

Outra questão sobre o ponto eletrônico atenderá às marcações nos PABs e PAs, evitando assim que o trabalhador passe na agência de manhã. Segundo o cronograma do banco, o projeto deve ter início até o final do ano e, até o término de 2017, deve estar funcionando em todas as agências do país.

Grupo de Trabalho

Será criado um GT (Grupo de Trabalho) que acompanhará as mudanças anunciadas, bem como outros quesitos e outras preocupações dos trabalhadores referentes ao tema.

Cláusula 57

Atendendo à reivindicação dos trabalhadores sobre a cláusula 57, o banco fez uma apresentação aos membros da COE sobre o Programa de Desenvolvimento Organizacional para a Melhoria Contínua das Relações de Trabalho, batizando-o de “Viva Bem”.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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