Foto: Contraf-CUT

 

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com o banco no dia 23 de março em São Paulo. O Centros de Realocação e Requalificação Profissional, previsto na cláusula 62 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, foi o principal ponto de pauta tratado. O funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Ramon Peres, participou da negociação.

A reivindicação da categoria é que seja criado um centro de realocação por estado brasileiro e que os sindicatos tenham informações sobre o número de vagas em cada localidade para acompanhar o processo. A mesma solicitação foi apresentada com relação ao Programa de Oportunidade de Carreira (POC), criado pelo próprio banco com a intenção de promover a concorrência de vagas disponíveis entre os próprios funcionários.

Para facilitar o mapeamento e acompanhamento das demissões, admissões e realocações, os representantes dos trabalhadores solicitaram que o banco emita um relatório com o quadro atual de funcionários por agência e postos de atendimento, considerando não apenas os ativos, mas também os afastados.

A (Contraf-CUT disponibilizará uma planilha em Excel, a ser elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com dados fornecidos pelo Banco Central. O objetivo é permitir que as entidades sindicais confiram os dados e os comparem com a realidade constatada nas agências e postos de atendimento. Posteriormente, as informações também serão comparadas com as que forem apresentadas pelo Itaú.

Em relação à incorporação do Citibank pelo Itaú, os representantes dos bancários manifestaram grande preocupação com a realocação dos trabalhadores de Salvador e do Rio de Janeiro, onde estão as maiores concentrações de funcionários do Citibank. Em Salvador, o banco mantinha uma central de atendimento (Cityfone) com mais de 100 pessoas.

A cada três meses, a COE e o banco vão se reunir para tratar do Centro de Realocação e Requalificação e a questão do emprego.

Homologações

A COE também reforçou a reivindicação sobre a manutenção das homologações das rescisões nos sindicatos.

O banco afirmou que não se opõe à assistência do Sindicato no ato da rescisão, mas reafirmou a intenção de manter a forma de homologação que vem realizando.

A COE então solicitou que, não havendo possibilidade de realizar as homologações nos sindicatos, o banco promova as rescisões de forma centralizada, em um local a ser definido pelo próprio Itaú, e que informe o sindicato local com antecedência.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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