A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú apresentou à direção do banco algumas denúncias de descumprimento do acordo feito durante a pandemia do coronavírus (Covid-19). Em reunião por videoconferência, realizada nesta quinta-feira, 28, os representantes dos funcionários também apresentaram ao Itaú algumas dúvidas dos trabalhadores.

A Fetrafi-MG/CUT participou da reunião representada pelos funcionários do Itaú e diretores do Sindicato Luciana Duarte (diretora de Saúde), Ramon Peres e Valdênia Ferreira.

O primeiro assunto tratado foi o banco de horas negativas, que está com problemas de gestão. “Recebemos inúmeras denúncias de bancários dizendo que os gestores estão tomando decisões por conta própria, sem seguir o acordo ou o estabelecido em mesa de negociação. Não aceitaremos esse tipo de conduta. Acordado em mesa deve ser cumprido pelos gestores!”, destacou Ramon Peres.

A COE Itaú reivindicou a realização de testes da Covid-19 para todos os funcionários. O banco disse que, no momento, não é possível atender à demanda, mas que vai levar o tema para a mesa de negociação unificada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O Itaú informou, ainda, que tem negociado com o Hospital Sírio Libanês, com quem tem acordo, mas não há testes suficientes para atender toda a demanda de mercado.

Quando questionado sobre o reembolso dos testes particulares, o Itaú disse que pagará nos casos com diagnóstico e pedido do médico.

Os representantes dos trabalhadores denunciaram que alguns gestores estão dificultando a entrega dos netbook, o que impossibilita os funcionários afastados de trabalhar em home office, obrigando a manter em banco de horas.

Outra questão levada ao Itaú é sobre como fica, durante a pandemia, o programa AGIR, ligado à remuneração variável dos funcionários do Itaú, assim como o Trilhas de Carreira, mecanismo de avaliação trimestral dos caixas. O banco informou que os funcionários têm garantido mil pontos, que são referentes ao mês de maio. O Itaú ficou de dar um retorno, com levantamento dos últimos meses, na próxima reunião sobre todas as avaliações do banco.

A COE Itaú também questionou sobre a alteração da forma de pagamento do vale-transporte, já que muitos trabalhadores estão usando condução própria.

“Cobramos que o Itaú aja com responsabilidade, principalmente diante do grave momento de crise sanitária que estamos vivendo. Queremos transparência e que o que acordamos com o banco seja cumprido, para que os trabalhadores não fiquem ainda mais apreensivos neste período de pandemia”, afirmou a diretora do Sindicato, Valdênia Ferreira.

Saúde

Os representantes dos trabalhadores questionaram o banco sobre a forma de higienização das agências. O banco afirmou que a higienização está sendo feita no prazo entre 48 e 72 horas.

A COE também alertou o Itaú para o fato de que o INSS não está fazendo a perícia, por isso, o banco deve cumprir a cláusula 29 do Acordo Coletivo, que trata do complemento salarial.

Os trabalhadores denunciaram, ainda, que apesar de o processo legal para as pessoas que se sentem aptas é pedir ao médico um relatório indicando a sua volta ao trabalho, há casos que o gestor solicita ao trabalhador que faça carta de próprio punho, o que é ilegal.

Outra denúncia tratada foi sobre os terceirizados. Há casos em que que vigilantes de agências contaminadas são transferidos para outras unidades. O banco ficou de verificar e dar retorno.

EPIs

Depois de questionado, o Itaú garantiu que todos os locais de trabalho têm recebido os equipamentos de proteção individual (EPIs). O banco se comprometeu a investigar onde não está acontecendo a distribuição e a não utilização por parte dos funcionários.

Nova reunião

A próxima reunião ficou agendada para o dia 9 de junho. Além dos retornos pendentes desta quinta, entrarão na pauta PCR, bolsas de estudos e renovação do acordo.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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