No dia 28 de junho, o Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT se reuniu, em São Paulo, para debater os principais problemas que vêm afetando a categoria. O Sindicato participou do encontro representado pela diretora Luciana Duarte e a Fetrafi-MG/CUT foi representada pela diretora de Saúde da Federação, Helyany Gomes.

Entre os problemas debatidos estavam: aumento dos afastamentos de bancários por conta de transtornos mentais, práticas de assédio moral para o atingimento de metas, recusa e revisão de atestados médicos, sobrecarga de trabalho por falta de pessoal, problemas com a expedição de documento que informe para o INSS a data do último dia trabalhado (DUT), demissão de trabalhadores doentes, suicídios entre bancários, problemas com a cláusula 65 da CCT, problemas com o INSS para a obtenção do nexo de causalidade do adoecimento com o trabalho, recusa dos bancos em aceitar o benefício acidentário pelo critério do nexo técnico epidemiológico previdenciário (NTEp), recusa, pelo INSS, de comunicação de acidente do trabalho (CAT), emitida pelo sindicato, veto do setor patronal quanto a participação dos trabalhadores e de seus representantes nas políticas de saúde, ausência de políticas de prevenção, entre outros.

Helyany Gomes, da Fetrafi-MG, registrou uma questão importante: a qualidade e a instrumentalização dos exames do PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional pela medicina do trabalho, ou seja, nessa área avolumam-se reclamações da conduta de médicos dos bancos, principalmente quando o bancário retorna de uma licença medica. “Uma das reclamações é sobre a autonomia do médico do trabalho em desempenhar, com ética, as suas atribuições profissionais. Prática comum é considerar apto ao trabalho o bancário sem nenhuma condição de saúde, fazendo-o voltar, por conta de interferências do RH dos bancos”, explica a dirigente.

O Coletivo Nacional debateu esses e outros problemas apontados pelas federações e sindicatos e foram discutidas formas de enfrentamento coletivo, bem como a conscientização e a organização sindical dos trabalhadores diante de grandes desafios colocados para a saúde, processos e organização do trabalho, automação e novas tecnologias, banco digital, terceirização irrestrita, reforma trabalhista e da Previdência Social.

Diretora Luciana Duarte representou o Sindicato dos Bancários de BH e Região na reunião

 

A Fetrafi-MG/CUT foi representada pela diretora Helyany Gomes

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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