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O coletivo de segurança da Contraf-CUT participou, nesta quinta-feira, 1º de dezembro, da 111ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos da Segurança Privada (CCASP), no departamento da Polícia Federal, em Brasília, para debater as principais medidas de segurança nas agências bancárias. No dia anterior, 30 de novembro, foi realizada também uma reunião preparatória com a participação também da Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV).

O Sindicato participou das duas reuniões, representado pelo diretor Marco Aurélio Alves, e a Fetrafi-MG foi representada pelo diretor José Carlos Bragança.

Um dos temas tratados na reunião foi a subtração de armas nas dependências das agências bancárias. Para debater este tema, foi sugerida a criação de um Grupo de Trabalho, mas a Febraban, mais uma vez, deu votou contrário.

Outro ponto de pauta foi o aperfeiçoamento do teste de alarme nos bancos, que consta dentro do plano de segurança. Os representantes dos trabalhadores entendem que a fiscalização, para ser eficaz, tem que ter o efeito surpresa.

O Coletivo de Segurança da Contraf-CUT reforçou, em mesa, a necessidade da abertura remota das agências, o que foi prontamente aceito pela Polícia Federal. Os bancos, porém, também se posicionaram contrários a esta questão.

Os trabalhadores também abordaram, durante a reunião, a alteração do Estatuto da Segurança Privada (lei 7.102/12), que foi aprovada no dia 29 de novembro, na Câmara dos Deputados, e que retornará ao Senado para ser votada. O texto foi debatido sem participação dos trabalhadores.

O Coletivo de Segurança também denunciou à PF a situação degradante vivida pelos vigilantes das agências do Santander. Estes trabalhadores estão sendo obrigados a realizar o horário de almoço às 9h da manhã ou somente após as 16h. Após a denúncia, a Polícia Federal cobrou da Febraban uma resposta o mais urgente possível.

Para Marco Aurélio Alves, representante do Sindicato no Coletivo de Segurança Bancária, foram reuniões bastante produtivas e que pretendem garantir mais segurança aos trabalhadores bancários e vigilantes. “A CCASP é, antes de mais nada, nosso instrumento de reivindicação e transformação, onde reafirmamos que a vida vale mais do que o lucro”, afirmou.

Já o representante da Fetrafi-MG, José Carlos Bragança, destacou que, “com a aprovação do novo Estatuto da Segurança Privada, a CCASP ganhará um novo status e uma importância ainda maior nas decisões relativas à segurança bancária. Daí a necessidade dos debates para qualificar ainda mais nossas intervenções na Comissão”.

O coletivo foi representado também pelos dirigentes Valdir Machado, da Fetec-SP; João Rufino, da Fetrafi Nordeste; Raimundo, do Distrito Federal; Carlos Damarindo, do Seeb SP; Yasuki Niiuchi e Elson Siraque, do Seeb ABC e Sandro Mattos, da Fetec Centro Norte.

A 112ª CCASP foi marcada para o dia 14 de março de 2017, às 9h, em Brasília.

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Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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