O Coletivo Nacional de Financiários se reuniu, na última quinta-feira, 7, para debater os pontos que deverão constar na Minuta de Reivindicações referente ao período de 1º de junho de 2020 a 31 de Maio de 2022. Ela será, posteriormente, submetida à avaliação e aprovação da categoria em assembleia.

Entre os principais pontos estão a renovação, pelo período de dois anos, de todas as cláusulas da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), além da assinatura de um termo de compromisso para a prorrogação das cláusulas econômicas até setembro de 2020, com discussão futura sobre a aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) sobre os valores da CCT vigente, retroativo a 1 de junho do mesmo ano.

Os trabalhadores também reivindicam aumento real para igual período e o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para os exercícios de 2020 e 2021.

Coletivo Nacional de Financiários se reuniu por videoconferência

Coronavírus

O documento reivindica ainda a vacina contra a gripe H1N1 aos empregados e seus dependentes ou ainda o reembolso das despesas com a vacinação nos exercícios 2020 e 2021.

Para Marco Aurélio Alves, diretor regional do Sindicato e representante dos trabalhadores nas negociações nacionais dos financiários, a aplicação da vacina contra o H1N1 é fundamental. “A vacina é importante para não sobrecarregar a rede de atendimento, facilitar o diagnóstico do coronavírus e evitar casos em que o novo vírus contamine pessoas já debilitadas pela influenza. Também é uma forma de atualização vacinal de um segmento significativo dos trabalhadores, que são os financiários ”, explicou.

Os representantes dos trabalhadores cobram a garantia de emprego durante o período de calamidade pública (31.12.2020) e, por 180 dias, após o restabelecimento das atividades ou indenização adicional.

As reivindicações incluem ainda: garantia e compromisso de negociação com os sindicatos antes da implementação de medidas; suspensão e/ou redução de metas durante o período; preservação da saúde dos empregados, mantendo-os em isolamento, em cumprimentos às recomendações da OMS; garantia do trabalho em home office para a maioria do quadro funcional, principalmente àqueles que pertencem ao grupo de risco, fornecendo equipamentos, estruturas e ajudas financeiras para viabilizar essas atividades; cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho, além da garantia de um ambiente de trabalho salubre, desinfetado e seguro, àqueles que precisarão comparecer aos locais e atender ao público; o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), além de materiais de higiene e segurança, como máscaras, luvas e tudo o que for necessário para zelar pela saúde e evitar a contaminação.

Violência contra a mulher

Uma novidade do documento é a inclusão do debate sobre o combate à violência contra a mulher e a criação de protocolo nos mesmos termos do instrumento firmado via Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para constar como CCT aditiva.

A preocupação é em relação aos elevados números de violência contra a mulher, que se manifesta de várias maneiras, por meio de agressão física, sexual, moral, patrimonial, psicológica e até mesmo virtual. De acordo com o Atlas da Violência 2019 elaborado pelo IPEA e Fórum Nacional de Segurança Pública, 13 mulheres são assassinadas por dia, no Brasil.

A norma coletiva será destinada às mulheres financiárias que necessitarem de ajuda para superar situações de violência doméstica e familiar, visando romper o ciclo dessa violência.

Do mesmo modo que o setor bancário foi pioneiro ao firmar a primeira norma coletiva do país dedicada exclusivamente ao tema, a categoria dos financiários requer a adoção das mesmas medidas protetivas às mulheres vítimas da violência doméstica.

A diretora da Fetrafi-MG/CUT, Carolina Gramiscelli, destacou que, todos os dias, os noticiários estampam notícias sobre a violência praticada contra as mulheres em suas próprias casas. “As financiárias não estão imunes a este tipo de violência. Por isso, é muito importante a iniciativa das trabalhadoras junto à Fenacrefi, assim como a mobilização do movimento sindical nesse momento”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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