Foto: Contraf-CUT

 

O Coletivo Jurídico da Contraf-CUT discutiu, na tarde desta terça-feira, 19, em São Paulo os impactos das reformas da Previdência e trabalhista. A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, participou dos debates.

O ex-ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, falou sobre o desmonte da Previdência Social e explicou os impactos da reforma na vida dos trabalhadores. O governo atual pretende copiar o modelo chileno, que pressupõe o fim da contribuição previdenciária das empresas e do governo, passando a contar apenas com a contribuição individual do trabalhador. “O modelo que o governo atual quer implantar não pensa no povo, é apenas para beneficiar meia dúzia e concentrar a riqueza. Precisamos questionar para que serve ou a quem serve o Estado brasileiro?”, questionou.

Gabas destacou, ainda, que é preciso fazer muita discussão antes de afirmar que a mulher deverá trabalhar até 65 anos ou que o trabalhador deve ter uma contribuição individual. “O nosso modelo de proteção social é um dos melhores do mundo. O Estado tem que estar a serviço do cidadão. Essa nossa crença e o nosso trabalho deu tão certo, não só pelas pessoas que foram tiradas da pobreza, mas pelas transformações mais profundas que irritaram a elite, como: quando a filha da doméstica virou médica e quando o filho do pedreiro virou engenheiro”, afirmou.

Reforma trabalhista

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fez uma apresentação com dados sobre os processos trabalhistas nos bancos pós-reforma.  Após a implantação da nova lei, houve 53,4% menos ações trabalhistas nos bancos, o que significa que o setor financeiro obteve a maior queda percentual de novos processos.

A reunião terminou com a participação do Dr. Wilson Ramos Filho, professor de Direito do Trabalho na UFPR/UFRJ, que abordou a reforma trabalhista e a ameaça de extinção da Justiça do Trabalho.

Para o secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT, Mauri Sergio de Souza, é importante que os trabalhadores continuem a debater no judiciário as teses favoráveis aos trabalhadores. “Precisamos discutir as questões: livre acesso à Justiça, manutenção da Justiça gratuita e manutenção dos direitos pré-reforma trabalhista. A Justiça do Trabalho só será relevante se continuar a modular os interesses dos trabalhadores”, destacou.

O Coletivo Jurídico da Contraf-CUT já se prepara para a realização, nesse ano, do 2º Seminário Jurídico da Contraf-CUT.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

Compartilhe: