O Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu na sexta-feira, 22, por videoconferência, para debater a situação da categoria bancária durante a pandemia e os reflexos das mudanças nos procedimentos do INSS. A diretora de Saúde do Sindicato, Luciana Duarte, participou da reunião.

Todos os representantes dos trabalhadores presentes na reunião protestaram contra as atitudes de alguns bancos, que ensaiam a flexibilização das medidas protetivas sem negociar com os sindicatos, num momento de aumento do número de casos e mortes pela Covid-19.

De acordo com o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles, a ideia de flexibilização nos procedimentos de prevenção é inadmissível nesse momento. “Em algumas situações, algumas agências não fazem sequer a sanitização do ambiente tendo caso confirmado do novo coronavírus e têm dificultado o afastamento de quem teve contato com colegas com suspeita de contaminação”, afirmou.

De acordo com o Coletivo, essas situações têm contribuído para aumentar a insegurança dos bancários. “Tensão e medo são a tônica na categoria diante do cenário nacional de aumento de casos e, diante da postura de alguns bancos, que deveriam dar segurança e tranquilidade para o trabalho, mudam procedimentos de forma pouco transparente, parecendo que a prioridade são os negócios e não a saúde e a vida”, disse Mauro Salles.

“Consideramos grave a situação de quem está tentando o afastamento pelo INSS devido à pandemia. Seguindo a recomendação da OMS, o atendimento presencial foi suspenso até 19 de junho. No entanto, os benefícios que estão sendo concedidos sem realização de perícia são no valor de um salário mínimo, R$ 1.045,00, e os bancos estão se negando a fazer a complementação salarial conforme prevê nossa CCT”, afirmou a diretora de Saúde do Sindicato, Luciana Duarte.

Luciana também destacou que outro ponto de preocupação é que os bancos estão desobrigados a fazer os exames periódicos e de retorno ao trabalho em decorrência da MP 927. “Isto deixa o trabalhador desprotegido. Além de receber menos como benefício, o afastamento é por um prazo curto e não há exame de retorno para avaliar sua real condição de saúde ocupacional”, explicou.

Os representantes dos trabalhadores também debateram na reunião a necessidade de emissão de Comunicação de acidente de Trabalho (CAT) para quem adquiriu Covid-19, conforme estabelece a legislação. “A CAT é um registro necessário mesmo na suspeita de doença do trabalho e serve para garantir futuros problemas de saúde e a busca do nexo para caracterização de acidente de trabalho”, disse Mauro Salles.

Bancárias e bancários que estão vivendo estes ou outros problemas e desejam ter mais orientações podem entrar em contato com o Sindicato pelo telefone (31) 3279-7800.

O Coletivo Nacional de Saúde definiu solicitar ao Comando Nacional dos Bancários uma reunião específica com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para tratar destes temas, entre outras questões.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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