Empregadas e empregados da CAIXA de todo o Brasil realizam, nesta quinta-feira, 9 de julho, um Dia Nacional de Luta. De forma digital, eles darão o recado ao governo e à direção do banco: #MexeucomACaixaMexeuComOBrasil.

A ação faz parte de uma grande mobilização nacional contra a agenda privatista do governo federal em meio a uma das mais graves crises de todos os tempos, a pandemia do coronavírus. Além disso, trabalhadores protestam contra a pressão para o retorno precoce ao trabalho presencial, colocando em risco empregados e a população em geral.

A CAIXA se mostrou imprescindível para o pagamento do auxílio emergencial e para a economia, com a concessão de empréstimos ao setor produtivo neste momento crítico. Ainda assim, o presidente do banco público, Pedro Guimarães, voltou a reforçar os planos de privatização.

A intenção da equipe econômica não se alterou com o trabalho da CAIXA nesta pandemia, pois a direção do banco continua avaliando as condições de mercado e enxerga “uma janela de oportunidade para a realização da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade” ainda este ano.

Resistência no Congresso Nacional

Para tentar frear a agenda privatista do governo federal, tramita na Câmara dos Deputados o PL 2715/2020, que propõe a suspensão das privatizações até um ano após o fim do estado de calamidade pública. Na prática, os processos de desestatização e desinvestimentos só poderão ser retomados em 2022.

Retorno precoce

Além da luta contra a venda do maior banco público do país, os empregados lutam pela vida. A direção do banco aumenta a pressão para o retorno precoce dos trabalhadores ao trabalho em meio ao crescente número de casos de Covid-19 no Brasil.

Mesmo com números alarmantes e a alta taxa de contágio do coronavírus, a CAIXA insiste em convocar os empregados para que reassumam o trabalho presencial nas centralizadoras, filiais e representações. O fim do distanciamento social é precoce, coloca trabalhadores em risco desnecessário e reforça a falta de preocupação do banco com os empregados.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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