Em reunião realizada nesta sexta-feira 5 de março, o Comando Nacional dos Bancários cobrou da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)  medidas que protejam a categoria e a população contra o agravamento da pandemia. Mais rigor nos protocolos de segurança, manutenção e ampliação do teletrabalho, suspensão das demissões, testagem na categoria, redução das metas e do horário de atendimento e somente atendimentos essenciais nas agências foram os pontos apresentados para os representantes da Fenaban, que se comprometeram a apresentar respostas na próxima reunião, a ser realizada na semana que vem.

“A gente nem tem vacina e nem comprou. A incompetência do governo é muito grande. Quais as medidas que os bancos vão tomar? Não podemos ter demissões na categoria. Estamos em fase de muitas dificuldades. Precisamos verificar como estão os protocolos, colocar o máximo da categoria em teletrabalho controlar os acessos de clientes”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

Os representantes do Comando ressaltaram que a categoria bancária conseguiu firmar com a Fenaban um acordo que garantia protocolos de segurança sanitária ainda no início da pandemia. Algumas medidas de segurança foram relaxadas ao longo de 2020, como o retorno ao trabalho presencial de parte dos que estavam em teletrabalho. Os representantes do Comando lembraram que em muitas agências falta álcool ingel nas áreas de autoatendimento, além de barreiras de acrílico nos caixas e locais de atendimento de clientes. Lembraram que ainda há muita burocracia diante dos casos de contágio nos locais de trabalho, com lentidão das providências nesses casos urgentes.

Os representantes da Fenaban se comprometeram a dar respostas às cobranças do Comando na próxima reunião. Também concordaram que ocorram reuniões frequentes para controlar o cumprimento das medidas

Para o presidente do Sindicato, Ramon Peres, a pandemia voltou pior do que no início colocando em risco milhares de vidas. “Temos alta ocupação de leitos nos hospitais com milhares de pessoas morrendo todos os dias e o mais importante que os bancos precisam fazer é se preocupar com a vida de seus trabalhadores”, destacou.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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