Em reunião realizada nesta terça-feira, 9 de fevereiro,  com o Comando Nacional dos Bancários o Banco do Brasil não atendeu as reivindicações dos trabalhadores e nem aceitou retirar as condições para apresentar uma proposta.
Na primeira parte da reunião, o banco havia apresentado uma proposta de prorrogação de 30 dias no processo de retirada da gratificação dos caixas, mas condicionou a proposta à assinatura por todas as entidades do acordo de compensação de horas em decorrência da pandemia e do Acordo de Comissão de Conciliação Prévia (CCP), ambos já em negociação com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O banco também exigia a retirada de ações judiciais em andamento contra o banco. A Contraf-CUT recusou a proposta e, depois disso, houve um intervalo nas negociações.
Já na segunda parte da reunião de negociações, o banco retirou até a proposta que havia feito antes e não deu prazo para que as entidades consultassem os funcionários sobre a proposta apresentada pela manhã.

“Buscamos a mediação do MPT (Ministério Público do Trabalho) em virtude da não resposta do banco ao nosso ofício que solicitava as negociações, mas, mesmo com a medição, as negociações foram infrutíferas”, explicou secretário-geral Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, ao lembrar que desde o dia 3 de fevereiro,  estão ocorrendo reuniões de negociações entre os trabalhadores e o banco com a intermediação do MPT.
Os funcionários do BB irão intensificar as atividades de mobilização a partir desta quarta-feira, 10 de fevereiro, que é quando o banco pretende dar início ao seu plano de reestruturação, retirando todas as funções de caixa. Na última sexta-feira, 5 de fevereiro, os funcionários do BB aprovaram Estado de Greve, em assembleias realizadas por sindicatos de todo o país.

Comando solicita negociação

Mesmo com a intensificação das manifestações, os trabalhadores querem continuar as negociações. O Comando Nacional dos Bancários solicitou uma reunião para continuar as negociações.
“Mostramos que estamos dispostos a negociar. Acreditamos na via negocial e queremos continuar as tratativas”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Queremos manter as gratificações dos caixas e evitar que os trabalhadores sejam, mais uma vez, prejudicados”, completou.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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