A Contraf-CUT enviou no dia 6 de agosto, cartas aos dois principais bancos federais (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), a exemplo das correspondências encaminhadas no dia 5 para os quatro maiores bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander e HSBC), cobrando negociações para apresentação de propostas para as reivindicações específicas dos funcionários de cada instituição.

Nesta  segunda-feira, dia 10, a Contraf-CUT também remeterá cartas com igual teor ao Banco da Amazônia e ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB). As duas instituições federais suspenderam na tarde desta quinta-feira as rodadas de negociações específicas que estavam agendadas para segunda-feira.

No dia 5 de agosto, a Contraf-CUT também enviou ofício para a Fenaban, avisando o calendário de mobilização definido pelo Comando Nacional dos Bancários, que orientou os sindicatos a realizarem assembleias na próxima quarta-feira, dia 12, para aprovar a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir da zero hora do dia 18, com novas assembleias organizativas no dia 17.

Os bancários estão cobrando a responsabilidade dos dois bancos federais e dos quatro bancos privados, que empregam cerca de 90% dos trabalhadores do setor financeiro, para a construção de uma nova proposta global na mesa de negociação da Fenaban que atenda às expectativas da categoria, bem como para a apresentação de propostas para as pautas específicas dos trabalhadores.

O envio dos documentos foi uma das decisões do Comando Nacional dos Bancários, logo após a última rodada de negociação de ocorrida no dia  4 de agosto com a Fenaban, que frustrou os bancários diante da manutenção da proposta insuficiente de reajuste de 6%, o que representa apenas 0,58% de aumento acima da inflação pelo INPC do período. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 10,25%, valorização do piso salarial e melhoria da PLR, dentre outras demandas.

Reivindicações específicas dos funcionários do BB

Os funcionários do BB reivindicam o cumprimento da jornada de 6 horas para todos, sem redução de salário; melhorias no Plano de Carreira e Remuneração (piso maior, interstício maior, tempo menor para adquirir mérito); negociação do Plano de Comissões (pagamento das substituições, seleção interna para promoção em todos os cargos, fim dos descomissionamentos); licença prêmio e férias de 35 dias para todos; PLR aditiva ao modelo da Fenaban, sem vinculação com o Sinergia; fim das PSO e volta dos caixas e gerentes de serviços para as agências; carreira de mérito para todos; melhorias nas CABB; Cassi e Previ para todos, sem redução de direitos; fim das travas para concorrência e remoção automática para o preenchimento de todas as vagas de escriturário; fim do voto de Minerva na Previ; assinatura do protocolo da Fenaban de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho e revisão dos Comitês de Ética; melhorias no plano odontológico; não perder a função após afastamentos de saúde; ter ao menos um delegado sindical por local de trabalho; mais contratações e fim das terceirizações.

Reivindicações específicas dos empregados da CAIXA

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores da CAIXA estão: a ampliação do quadro de empregados (chegando a no mínimo 100 mil até o fim de 2013), o cumprimento da jornada de seis horas sem redução de salários, melhores condições de trabalho, isonomia de direitos, solução dos problemas do Saúde Caixa, fim à discriminação dos participantes do REG/Replan não-saldado e do voto de Minerva na Funcef, tíquete para os aposentados e pagamento integral de toda hora extra

 

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