Foto: Contraf-CUT

 

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu, nesta terça-feira, 20, em São Paulo, na sede da Confederação Nacional dos Bancários (Contraf-CUT). Os representantes da categoria debateram e definiram o modelo do programa e o calendário das conferências e encontros estaduais, regionais e nacionais dos bancários em 2018.  A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, integra o Comando Nacional e participou da reunião.

“A ideia é fazermos um grande debate nas conferências sobre a minuta de reivindicações da categoria e a Convenção Coletiva de Trabalho, discutindo os impactos da reforma trabalhista sobre elas”, explicou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.

A definição do calendário na reunião do Comando Nacional é importante para evitar sobreposição de datas e facilitar a assessoria e presença de técnicos e membros do Comando.

Para contribuir com o debate, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fez uma apresentação sobre os impactos da nova lei trabalhista (Lei 13.467/2016) na CCT dos bancários e no acordo específico da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

“Também apresentamos pontos que podem ser alterados pela MP 808/2017, mas ela sequer foi votada e o prazo para aprovação acaba em breve”, explicou a economista do Dieese Vivian Rodrigues. Segundo o Dieese, 61% dos pontos da CCT dos Bancários são afetados pela nova lei trabalhista.

Contribuição sindical

O advogado Jefferson Oliveira, assessor jurídico da Contraf-CUT, informou que uma Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), publicada na sexta-feira, 16, define que são válidas as decisões de assembleias autorizando o desconto em folha da contribuição sindical anual. Ela corresponde a um dia de trabalho do salário de todos os trabalhadores da respectiva categoria e os bancos são obrigados a efetuar o desconto em folha de todos os empregados.

Bancárias e bancários de Belo Horizonte e região aprovaram a cobrança em 2018, como forma de fortalecer a luta da categoria, em Assembleia realizada no dia 27 de fevereiro na sede do Sindicato. Saiba mais.

Marielle

O Comando Nacional também decidiu pela elaboração de uma nota de repúdio à execução de Marielle Franco (PSOL-RJ), assim como às tentativas de difamação e de ataque à honra da vereadora.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

Justiça e amparo para Marielle e seus familiares

Nós das federações e sindicatos que compõem o Comando Nacional dos Bancários, reunidos nesta terça-feira (20), em São Paulo, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), homenageamos a vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro, que foi brutalmente executada na noite do dia 14 de março.

A luta que ela desempenhava em defesa da população empobrecida das periferias e favelas do Rio de Janeiro é digna de orgulho para todos nós. Marielle lutava não apenas contra a violência praticada por militares contra a população destas localidades, sobretudo contra negros e negras. Lutava contra todo tipo de discriminação e auxiliava, inclusive, as mulheres viúvas de policiais militares mortos, que são obstruídas em seu direito de receber indenizações e pensão do Estado em decorrência da morte de seus maridos durante trabalho para a Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Por meio da atuação de Marielle, muitos policiais e seus familiares puderam perceber que a luta por direitos humanos, ao contrário do que o senso comum acredita e propaga, não é uma luta “em defesa de bandido”. A defesa dos direitos humanos, como sabemos e defendemos, é a defesa dos direitos mais básicos de toda a população, como a defesa de um sistema de saúde digno e de qualidade, da educação pública de qualidade, da moradia, do transporte público e do amparo do Estado aos trabalhadores que pagam seus sistemas de Previdência e merecem receber o retorno dos recursos que pagaram quando chegar o momento de sua aposentadoria, quando estiverem impossibilitados de trabalhar, ou quando forem mortos no desempenho de suas funções.

Sabemos que essa luta pelos direitos de todos é exercida por todos os ativistas de direitos humanos. Mas, precisou a vereadora Marielle ser executada para isso ficar patente.

Toda a população que luta por uma sociedade na qual haja justiça para todos perde muito com a morte de Marielle, uma incansável batalhadora pelos direitos de todos.

É por isso que não apenas homenageamos a vereadora Marielle pelo seu trabalho, mas também repudiamos o seu assassinato e a forma como o mesmo foi executado. Mais do que repudiar, não vamos sossegar se não houver uma rigorosa apuração para que se encontre os culpados. Para que todos, não apenas aqueles que puxaram o gatilho, sejam julgados e condenados.

Marielle lutava por justiça para todos. Nós, exigimos justiça para Marielle. Assim como ela lutava pelo amparo das vítimas da violência no Rio de Janeiro, também exigimos que a família de Marielle seja amparada. Não apenas financeiramente, mas também receba o amparo de ver os culpados julgados e punidos.

Marielle, presente! Sempre.

Comando Nacional dos Bancários

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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