O Comando Nacional apresentou nesta quinta-feira, 13, aos representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), as reivindicações sobre igualdade de oportunidades da categoria. Os trabalhadores também cobraram que as negociações da Campanha Nacional 2020 comecem a ser definidas na semana que vem.

As propostas da categoria discutidas nesta quinta-feira apontam para o fim das desigualdades nas instituições bancárias, que atingem preponderantemente mulheres, negros, pessoas LGBTQIA+ e pessoas com deficiência (PCDs).

O Comando Nacional reivindicou a incorporação à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do aditivo assinado em março com a Fenaban para a criação de um programa de prevenção à prática de violência doméstica e familiar contra bancárias. No programa, está prevista a criação, pelos bancos, de canais de apoio para que bancárias vítimas de violência busquem assistência, acolhimento e atendimento.

“Esse debate precisa ser feito banco a banco, para implementarmos esses canais internos. Esses canais iriam ser construídos quando surgiu a pandemia. Agora, precisamos informar o quadro de funcionários. Precisamos retomar essas ações e implementar esse programa para dar assistência às bancárias vítimas de violência”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, umas das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

O presidente do Sindicato, Ramon Peres, ressaltou que a igualdade de oportunidades é um tema essencial para a categoria. “Não podemos aceitar que mulheres continuem recebendo salários menores, que haja tão pouca presença de pessoas negras no setor e que ainda haja discriminação na ascensão profissional. Nossa luta é por dignidade e respeito para todas as bancárias e todos os bancários”, afirmou.

Censo

Na reunião, a Fenaban apresentou os dados do 3º Censo da Diversidade Bancária. Mas, as informações trazidas foram consideradas insuficientes pelo movimento sindical. Os representantes do Comando Nacional reivindicaram que os dados sejam apresentados de forma completa para uma análise das desigualdades que atingem bancárias e bancários.

A Fenaban ficou de apresentar os dados em uma nova reunião a ser marcada. “Os dados do censo apresentados foram insuficientes. Vamos marcar uma próxima reunião para a Fenaban abrir todos os dados”, disse Juvandia Moreira.

Campanha

O Comando Nacional também cobrou, ao final da reunião, que as negociações comecem a ser definidas e que os bancos apresentem uma proposta com base nas reivindicações da categoria. “A gente quer que as definições sobre as negociações comecem a acontecer. Eles precisam apresentar a proposta deles para que possamos encerrar a campanha até o final da semana que vem”, falou Juvandia.

A próxima reunião de negociações entre o Comando Nacional e a Fenaban ocorre nesta sexta-feira, 14, quando serão debatidas as Cláusulas Sociais e outras reivindicações.

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Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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