Eliana Brasil, presidenta do Sindicato, participou da entrega das pautas. Foto: Contraf-CUT

 

Aumento real, PLR maior, defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para todos, manutenção dos direitos, dos empregos e que qualquer tipo de alteração na forma de contratação seja feita por meio de negociação coletiva. Essas são algumas das prioridades indicadas na pauta de reivindicações entregue pelo Comando Nacional dos Bancários à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta quarta-feira, 13. Também foram entregues as pautas dos acordos aditivos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, que integra o Comando Nacional dos Bancários, participou da entrega.

Os trabalhadores cobram na minuta, ainda, o fim do assédio moral e fazem a defesa intransigente dos bancos públicos e da sua função social para o desenvolvimento do Brasil. A primeira rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2018 foi marcada para 28 de junho.

Em 2016, após 31 dias de greve, bancários conquistaram um acordo de dois anos, vigente até 31 de agosto deste ano. Assim, essa é a primeira campanha da categoria após o golpe que colocou na Presidência da República um governo que tem retirado direitos dos trabalhadores e de toda a sociedade. “Antecipamos toda a preparação da campanha para que a categoria não tenha nenhum prejuízo, diante da mudança na lei trabalhista, do nosso ponto de vista bastante ruim para os trabalhadores”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

Diante disso, a Conferência Nacional, realizada entre os dias 8 e 10 de junho, definiu cobrar dos bancos a assinatura de um pré-acordo de ultratividade, para que todos os direitos previstos na CCT continuem valendo até a assinatura de um novo acordo.

Valorização da CCT

Juvandia destacou ainda a importância da organização da categoria bancária. “Na greve dos caminhoneiros vimos o caos que foi não ter quem fizesse essa representação, que falasse pela maioria. E isso tudo porque têm uma forma de contratação de autônomos. Mais uma mostra da importância de lutarmos para que nossa categoria tenha emprego de qualidade, não como PJ, terceirizado, autônomo”, afirmou Juvandia.

“Já assinamos 26 CCTs e esperamos que assinemos muitas mais. E que essa mesa tenha a sabedoria de fazer a renovação desse acordo via negociação. Este momento nos preocupa porque entendemos que a nossa democracia está fragilizada e isso é muito ruim principalmente para os trabalhadores”, finalizou a presidenta da Contraf-CUT.

O objetivo da categoria é assinar um acordo que valha para todos os bancários, independentemente da faixa salarial. Durante a Conferência Nacional, também foi muito discutida a importância da manutenção da mesa única com bancos públicos e privados.

Bancos e sociedade

Com o mote “Todos por Tudo”, os bancários definiram, ainda, a importância que as eleições 2018 terão na recuperação da democracia e dos direitos dos trabalhadores. Sendo assim, a pauta também cobra bancos melhores e o fortalecimento das empresas públicas pelo desenvolvimento do Brasil.

Os trabalhadores destacaram, durante a Conferência Nacional, a importância de eleger candidatos que se comprometam com a revogação da reforma trabalhista, com o direito à aposentadoria, com o fim da PEC que congelou os investimentos e que defendam os bancos públicos e outras estatais, como a Eletrobrás e Petrobras.

 

Entrega da pauta específica dos empregados para a direção da CAIXA. Foto: Contraf-CUT

 

Entrega da pauta específica dos funcionários ao Banco do Brasil. Foto: Contraf-CUT

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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