A primeira rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação dos Bancos (Fenaban) será realizada nesta quinta-feira, 28. A categoria tem data-base em 1º de setembro e cobra das instituições financeiras aumento real, PLR maior, mais empregos e respeito a todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

“Nossa preocupação tem fundamento”, afirma Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e uma das coordenadoras do Comando. “Em 2016, assinamos um acordo com validade de dois anos, ou seja, até 31 de agosto de 2018. Mas tão logo a ‘reforma’ trabalhista de Temer foi aprovada, alterando a legislação e retirando direitos, teve banco já abusando. Há situações em que bancários estão sendo dispensados sem a devida homologação feita nos sindicatos, sem saber se estão recebendo tudo que lhes é devido de acordo com nossa CCT, que tem validade nacional para empregados de bancos públicos e privados”, relatou.

O objetivo é chegar à primeira mesa reforçando a pauta de reivindicações da categoria e cobrar dos bancos a ultratividade dos direitos – assegurando sua validade mesmo que uma nova CCT não tenha sido assinada até 31 de agosto. Neste ano, bancárias e bancários lutam, principalmente, para assegurar todas as conquistas de décadas de luta.

Bancos podem e devem

Apesar da crise que assola o Brasil, agravada pelo golpe de 2016, os bancos brasileiros seguem ganhando muito. A soma do lucro dos cinco maiores (Bradesco, Itaú, Santander, BB e CAIXA), em 2017, alcançou a cifra de R$ 77,4 bilhões, crescimento da ordem de 33,5% em 12 meses.

Apenas nos primeiros três meses de 2018, esses bancos já lucraram R$ 20,6 bi, aumento de 20,4% sobre o mesmo trimestre do trágico ano de 2017 para a economia brasileira.

Porém, o que se vê é que os bancos não oferecem retorno à sociedade e seguem cobrando juros altos, demitindo trabalhadores e fechando agências.

Somente em 2017, o setor extinguiu 17.905 postos de trabalho. Entre janeiro e maio de 2018, já foram mais 2.675 postos fechados. Ao fazer isto, além de colocar bancárias e bancários na rua durante um período de crise, os bancos pioram a qualidade do atendimento à população.

Por isso, durante a primeira rodada de negociação, o Comando Nacional dos Bancários reforçará que os bancos devem agir com responsabilidade social e têm plenas condições de atender às reivindicações da categoria.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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