Foto: Patricia Penna

Em assembleia realizada nesta quarta-feira, 9, na sede do Sindicato, a categoria decidiu pela continuidade da greve. A força do movimento nacional dos bancários, que entra em seu 22º dia, arrancou uma nova negociação entre o Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, e a Fenaban, que é realizada nesta quinta, 10, em São Paulo.

A nova rodada foi marcada após a rejeição pelas assembleias dos sindicatos da proposta de reajuste salarial de 7,1% e aumento do piso em 7,5%, apresentada pelos bancos na última sexta- -feira, 4, que foi considerada insuficiente pela categoria.

Após o agendamento da mesa de negociações com a Fenaban, as direções da CAIXA e do Banco do Brasil também anunciaram a volta das mesas específicas. Ambas serão realizadas nesta quinta-feira, 10, após os debates com a Fenaban. As mesas específicas são independentes uma da outra e tratam da renovação dos dois acordos aditivos que prevêm acréscimo de direitos para os bancários dos dois bancos públicos federais.

Nesta quinta-feira, 10, a concentração dos bancários teve início às 10h em frente à agência Século da CAIXA, na rua Carijós, 218, esquina com Espírito Santo, no Centro de Belo Horizonte.

A Contraf-CUT enviou ofício do Comando Nacional à Fenaban, comunicando a decisão das assembleias e reiterando que “permanece à disposição para continuar as negociações para a apresentação de uma proposta satisfatória dos bancos, que atenda de fato às reivindicações econômicas e sociais da categoria”.

Durante todo o processo de negociações da Campanha 2013, iniciado no mês de agosto, os bancos apresentaram somente duas propostas. A primeira, feita no dia 5 de setembro, propôs reajuste de 6,1% que só repõe a inflação pelo INPC no período e ignorou as demais reivindicações da categoria, tendo sido rejeitada em todo país e motivando a deflagração da greve a partir do dia 19 de setembro. A segunda proposta foi a da última sexta-feira.

No 21º dia de greve, os bancários paralisaram 12.136 agências, departamentos e centros administrativos em todos os 26 estados e no Distrito Federal, um crescimento de 97,5% em relação ao primeiro dia da paralisação, quando 6.145 dependências foram fechadas. A força do movimento afetou as vendas do comércio e a concessão de financiamentos, o que comprova a importância do trabalho da categoria para o atendimento da população e a geração dos resultados dos bancos.

O presidente do Sindicato, Cardoso, destacou que foi a pressão da categoria que arrancou uma nova negociação com a Fenaban e com os bancos públicos federais. “Já demonstramos aos bancos que estamos unidos e fortes ao fazer a maior greve dos últimos 20 anos, que cresce a cada dia. Temos que continuar reforçando a mobilização para pressionar os banqueiros e as direções dos bancos públicos federais a atenderem nossas justas reivindicações, com aumento real nos salários e nos pisos, melhorias na PLR, melhores condições de trabalho, fim das metas abusivas e do assédio moral. No dia em que os bancos apresentam uma nova proposta, é fundamental que bancárias e bancários venham para a rua e pressionem ainda mais a Fenaban”, afirmou.

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