O próximo domingo, 6 de dezembro, é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Para marcar a data, brasileiras e brasileiros promoverão um tuitaço, ao meio-dia do dia 6, com a hashtag #RespeitaAsMinas.

A escolha da data remete a um caso de violência que chocou o mundo. Em 6 de dezembro de 1989, Marc Lepine, um jovem canadense de 25 anos, invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica de Montreal (Canadá) e ordenou que os homens abandonassem o local, para que pudesse assassinar todas as mulheres daquela turma.

Logo após o ato, Marc suicidou-se e deixou uma carta em que afirmava não admitir que mulheres frequentassem o curso de Engenharia, segundo ele uma área tradicionalmente masculina. Comovidos e chocados com este caso, um grupo de homens canadenses criou a Campanha do Laço Branco (White Ribbon Campaign), um movimento para fomentar a igualdade de gêneros e uma nova visão sobre a masculinidade.

“Nessa jornada de combate à violência contra a mulher, entendemos que os homens têm um lugar especial para ajudar outros a romperem a cultura machista e pensar um mundo sem submissão, violência e igualitário. Também são vítimas dessa violência, seja por serem filhos, companheiros, pais ou amigos de mulheres vítimas de violência”, declarou a secretária de Mulheres da Contraf-CUT, Elaine Cutis.

A cultura machista também impõe diretamente ao homem perdas e danos. “O homem é vítima até mesmo do que chamamos de ‘masculinidade tóxica’, do machismo que impõe regras, para que o homem tenha uma imagem de ‘forte’ ou ‘autoritário, para obedecer normas e padrões que acabam lhe trazendo prejuízos”, ressaltou a secretária de Mulheres da Contraf-CUT.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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