O Banco do Brasil iniciou nesta semana uma reestruturação na rede GECEX, o que tem causado bastante preocupação aos funcionários daquela unidade.

Diante da incerteza causadas pelas mudanças anunciadas e da falta de informações mais claras, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil(COE/BB) solicitou ao banco uma reunião com o objetivo de esclarecer melhor os movimentos e seus consequentes impactos.

A reunião ocorreu nesta sexta-feira, 18 de setembro, e teve a presença de representantes da DIPES, UOP e UCE.  Além da representante de Minas Gerais na comissão de empresa, Luciana Bagno, também participou da reunião o diretor do Sindicato, Márcio Chaves.

A movimentação em questão é consequência da migração de parte da GECEX para a UOP e criação de novo escritório comercial que ficará vinculado à UCE.

O banco alega que se trata de um processo de melhoria de gestão e busca de eficiência, no qual a UCE ficaria com os processos mais voltados para o negócio e a UOP com a parte do back-office

“O problema é que esse novo escritório que absorverá parte dos serviços que atualmente são feitos pelas GECEX de Belo Horizonte e Curitiba, será em São Paulo, onde deverá ficar concentrada a maior parte das vagas”, explicou a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG/CUT) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Luciana Bagno.

Perdas de função

Informações preliminares apontam que serão criadas funções em São Paulo e fechadas mais em Belo Horizonte e Curitiba, gerando excesso de contingente para estas funções nestas duas últimas capitais. Estas informações dão conta de que poderá haver redução de cerca de dez postos de trabalho em Belo Horizonte e sete em Curitiba.

“Já solicitamos ao banco que nos passe as informações oficiais. Também pedimos que as movimentações que ocorrerem sejam realizadas de forma a não causar prejuízos aos trabalhadores”, ressaltou Luciana Bagno, ao informar que o banco alegou que as movimentações ainda estão sendo estudadas de maneira a causar o menor prejuízo possível, mas já informando que podem ocorrer perdas de função e descomissionamentos. As áreas do banco responsáveis pela reestruturação prometeram fornecer todas as informações na semana que vem.

“Vamos fazer o acompanhamento de perto desta reestruturação e, assim que o banco concluir os estudos, vamos nos reunir para debater entre nós e com o banco sobre as formas de evitar prejuízo aos funcionários”, disse Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

A CEBB já cobrou que as pessoas que perderem a função sejam realocadas na mesma praça e com o mesmo cargo, ou cargos de mesmo nível de remuneração, para evitar perdas de rendimentos.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

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