No ano de 2020, em meio a uma das mais graves crises econômicas e sociais das últimas décadas, os bancos públicos se mostraram essenciais a fim de amenizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus. A CAIXA atendeu mais de 100 milhões de brasileiros por meio do pagamento dos auxílios emergenciais e o Banco do Brasil foi a instituição financeira que mais concedeu crédito para as micro e pequenas empresas. Tudo isto ocorreu sob um governo de orientação estritamente neoliberal, que pretende desmantelar o Estado e as empresas públicas.

Sob este cenário, economista e dirigentes sindicais bancários reuniram-se virtualmente nesta quinta-feira, 28 de janeiro, no Fórum Social Mundial, afim de debater e reforçar o papel dos bancos públicos na economia e a sua importância para a sociedade no painel “A Defesa da Caixa e do Banco do Brasil frente aos ataques neoliberais do governo Bolsonaro”.

Bancos privados têm horror a qualquer tipo de risco. O enfrentamento da crise foi e está sendo um papel da CAIXA e do Banco do Brasil, tanto em 2008 como agora em 2020 – com o Pronampe, pagamento do auxílio-emergencial e FGTS. São os públicos, e não os privados que investem nas regiões menos desenvolvidas e na população de renda média e mais baixa.

No Brasil, 86% do crédito (acima de 5 anos) é feito pelos bancos públicos. Os bancos públicos operam as grandes políticas sociais como Minha Casa, Minha Vida; agricultura familiar; apoio a infraestrutura, entre outras. Quase mil municípios só possuem agências de bancos públicos, e centenas não têm nenhuma. Sem os bancos públicos, milhares de brasileiros teriam muito mais dificuldade de acessar programas sociais ou qualquer atendimento bancário.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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