Terminou no último sábado, 15, o período de compensação dos dias parados na greve nacional dos bancários da Campanha 2013. Este prazo foi uma conquista da categoria formalizada na cláusula 57ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e deve ser respeitado por bancos públicos e privados.

Em outubro, depois de longa negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, os bancários quebraram a intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos públicos federais e garantiram que a compensação seria de no máximo uma hora por dia, de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro, o que representa a anistia de cerca de 71% dos dias parados.

A greve nacional terminou após os bancos apresentarem proposta de reajuste de 8% para salários (1,82% de aumento real), aumento de 8,5% no piso (2,29% de ganho real) e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Além disso, os bancários conquistaram a proibição do envio de torpedos para a cobrança de metas, a redução do prazo de até 60 dias para até 45 dias para as instituições financeiras darem retorno às denúncias feitas por meio do instrumento de combate ao assédio moral e o vale-cultura de R$ 50 para o empregado que recebe até cinco salários mínimos.

Os trabalhadores dos bancos privados também conquistaram a folga-assiduidade, que garante um dia de folga durante o ano.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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