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Em mais um painel temático realizado na Conferência Estadual, bancárias e bancários discutiram as desigualdades de gênero e raça que persistem no mundo do trabalho e na sociedade brasileira em geral. A consultora em Juventude, Gênero e Raça, Ângela Guimarães, realizou a exposição, com dados e análises sobre a situação das mulheres e da população negra no Brasil.

“O movimento sindical é fundamental na luta pela igualdade racial e de gênero no mundo do trabalho. A consciência sobre estas desigualdades que ocorrem no interior do sistema capitalista, dentro das classes, passa pela luta histórica das mulheres pela igualdade salarial e pela luta pela visibilidade negra, sendo que no setor bancário ainda é muito pequena a presença destas pessoas”, destacou Ângela.

Em sua exposição, a consultora tratou das causas históricas das desigualdades no Brasil, desde o período colonial, e que se refletem ainda nos dias atuais. As piores colocações e a predominância de negros no setor informal são apenas algumas das marcas do escravismo ainda visíveis hoje.

Ângela tratou ainda do grave genocídio da juventude negra no Brasil. “Esta é uma grave situação que ocorre no Brasil mas ainda é invisibilizada pela mídia e pelos governos. Todos os anos, o Brasil perde 30 mil jovens entre 15 e 29 anos por causa do homicídio”, explicou.

Os dados apontam que 72,3% dos jovens assassinados são negros ou negras. A consultora avalia também que persiste a estratégia de construção de um estereótipo que liga a pobreza e a cor com a produção da violência, quando os números, na realidade, mostram que essa população é na realidade a vítima. “É uma situação emergencial, mas dificilmente teremos avanços no atual governo”, afirmou Ângela.

A consultora destacou ainda que a atual conjuntura trará grandes prejuízos ao país. “A imposição de um corte ao Bolsa Família ou ao Minha Casa Minha Vida nada mais é que um ataque frontal àqueles que mais precisam, aos setores mais vulnerabilizados da sociedade. Da mesma forma, neste governo golpista, estão ameaçados direitos das mulheres e da população LGBT. A democracia é uma condição inescapável para nossa conquista de direitos”, destacou.

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