Com o lema “Gerar Emprego e Trabalho Decente para Combater a Pobreza e as Desigualdades Sociais”,  a I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente (I CNETD) reúne, entre os dias 8 e 11 de agosto, representantes dos trabalhadores, empregadores e do governo para debater propostas sobre o tema. O evento, que é coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, será realizado, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

 

Durante a conferência, serão debatidas 637 propostas sobre as políticas públicas de trabalho, emprego e proteção social, que foram elaboradas em conferências estaduais, em 2011. Elas estão divididas em quatro eixos: Princípios e Direitos; Proteção Social; Trabalho e Emprego e Diálogo Social.
Participam dos trabalhos cerca de 1.250 delegados dos quais 30% são representantes do poder executivo; 30% do setor empregador; 30% de trabalhadores, 10% de representantes de outras organizações da sociedade civil e cerca de 250 participantes convidados e observadores. Os resultados finais da I CNETD servirão para subsidiar as políticas públicas de governo sobre trabalho emprego e renda nos próximos anos.

Para o coordenador-geral da I CNETD, Mário dos Santos Barbosa, a Conferência representa um marco histórico sobre o assunto. “Podemos afirmar que se trata de uma experiência sem precedentes no Brasil e no mundo. Trata-se de um amplo processo de sensibilização dos atores do mundo do trabalho, em relação ao conceito de trabalho decente que deve nortear o processo de construção do futuro das relações de trabalho em nosso País”, afirma.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, Eliana Brasil, ressalta a importância da conferência, que tem importante papel na continuidade das lutas dos trabalhadores. Vale lembrar que, em 2011, o tema “Queremos Emprego Decente”,  utilizado na Campanha Nacional dos Bancários, retratou a realidade da categoria e denunciou o desrespeito dos bancos. “Agora chegou o momento de exigir o compromisso de todo o sistema financeiro, setor da economia que mais lucra no Brasil, promovendo imediatamente uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro. Queremos discutir meios que regulamentem esse sistema com democratização e controle da sociedade. Chega de ver os bancos reduzindo postos de trabalho e contribuindo para a desigualdade no País”, destaca Eliana.

 

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