Foto: Fetrafi-MG/CUT

 

A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG/CUT) realizou, entre os dias 3 e 5 de maio, seu 2º Congresso Estadual com a participação de trabalhadoras e trabalhadores das bases dos oito sindicatos filiados à entidade: Belo Horizonte e Região, Teófilo Otoni e Região, Divinópolis e Região, Juiz de Fora e Região, Uberaba e Região, Patos de Minas e Região, Ipatinga e Região, e Cataguazes e Região.

Com o mote Unidade, Luta e Resistência, os delegados debateram vários temas que ajudam na compreensão do momento atual da sociedade e da categoria. Ao final do último dia, delegadas e delegados definiram um plano de ações e elegeram a nova diretoria que comandará a entidade durante os próximos quatro anos.

Para a presidenta da Fetrafi-MG/CUT, Magaly Fagundes, é vital para os sindicatos a manutenção do contato com a base e a organização sindical. “Quando assumi a Fetrafi, as pessoas não acreditavam que conseguiríamos o registro sindical. Não foi fácil, mas conseguimos. Acho que, se conversarmos mais, dialogarmos mais, pensarmos nisso, veremos que a nossa mensagem está chegando”, afirmou.

Debates sobre conjuntura

O deputado estadual André Quintão (PT-MG) esteve presente no evento para falar sobre a conjuntura estadual, lembrando a eleição de 2018, que foi típica da busca por uma terceira via.A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que também participou do Congresso, explicou o funcionamento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de Relações Sindicais e ressaltou a mudança do cenário sindical. “Nós precisamos debater qual movimento sindical vai dar conta de todas essas mudanças. A nossa categoria está diminuindo. É preciso pensar quem vamos representar”, destacou.

Já a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT-MG) esteve presente para falar aos participantes sobre Conjuntura Estadual, Discriminação e Violência contra Mulher. A parlamentar colocou seu mandato à disposição da luta dos trabalhadores e destacou a discriminação contra as mulheres na política.

“O lugar da política é um lugar de violência institucional, eu sempre fui mais cobrada e questionada do que os homens nas mesmas ações. Nós nunca estamos nos lugares pelo nosso mérito, são muitas coisas implícitas, que acontecem o tempo todo e precisam ser identificadas. Na política isso é ainda maior, porque é relação de poder”, afirmou.

O 2º Congresso da Fetrafi-MG/CUT também debateu sobre a reforma da Previdência, a questão racial e os ataques contra os bancos públicos.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fetrafi-MG/CUT

 

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