A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, e a presidenta da Fetrafi-MG/CUT, Magaly Fagundes, apresentaram neste sábado, 29, as consultas realizadas com a categoria em Belo Horizonte e no interior de Minas Gerais. Reforçando o que se viu nas manifestações em todo o Brasil, na Greve Geral de 14 de junho, os resultados apontaram ampla rejeição dos trabalhadores à reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro.

Em Belo Horizonte, 77% de bancárias e bancários se declararam contrários à reforma da Previdência Social, enquanto 13% foram favoráveis e 10% não souberam opinar. Quando perguntados especificamente sobre o aumento no tempo mínimo de contribuição, 82% dos respondentes se posicionaram contra a alteração.

Já em relação à redução dos valores do Benefício de Prestação Continuada (BPC), 88% dos bancários que responderam à Consulta rejeitaram a mudança. Foi observado, também, que ampla maioria dos respondentes acreditam que a reforma da Previdência, como proposta pelo governo, fará aumentar a desigualdade no Brasil.

Em pergunta que tratava da adoção do modelo de capitalização da Previdência, 67% de bancárias e bancários respondentes afirmaram não concordar. As respostas demonstraram, ainda, desconhecimento de parte dos trabalhadores sobre a proposta do governo, demonstrada pelos 17% de trabalhadores que não souberam opinar.

A Consulta 2019 em Belo Horizonte também apontou o adoecimento da categoria, com quase metade dos respondentes (46%) afirmando que utilizaram medicação controlada nos últimos 12 meses. Já outros 45% declararam que não utilizaram mas conhecem algum bancário que utilizou.

Em outro ponto importante para a luta dos bancários em todo o país, 73% afirmaram que consideram muito importante a defesa dos bancos públicos.

Veja aqui os resultados da Consulta 2019 em BH e região.

Veja aqui os resultados da Consulta 2019 nas bases de sindicatos do interior.

Plenária

Após a apresentação, bancárias e bancários que participam da Conferência Estadual realizam uma plenária sobre os temas e propostas que serão levadas à Conferência Nacional dos Bancários. O temário inclui o fortalecimento da luta e organização dos trabalhadores, a defesa de direitos, defesa dos bancos públicos, defesa da Previdência Social pública, a defesa da soberania e da democracia.

As discussões serão retomadas na manhã deste domingo, 30 de junho, quando serão votadas as propostas e eleitos os delegados e delegadas que representarão Minas Gerais na Conferência Nacional.

 

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