A manhã deste sábado, 1º de agosto, segundo dia da Conferência Nacional dos Bancários, começou com a apresentação da Consulta realizada junto à categoria em todo o Brasil. Apesar de não ter caráter estatístico, as informações coletadas permitem apontar prioridades de bancárias e bancários para a Campanha Nacional 2015. A apresentação foi realizada pela economista e técnica do Dieese, Vivian Rodrigues. Para 2015, os trabalhadores priorizam aumento real e o fim do assédio moral e das metas abusivas, além de outras questões.

A Consulta Nacional contou com a participação da base de dezenas de entidades de representação dos bancários de todas as regiões do país e foi respondida por mais de 48 mil bancárias e bancários. Os dados servirão de subsídio para as discussões dos grupos temáticos que se reúnem, ainda neste sábado, para construir a pauta de reivindicações que será votada neste domingo, dia 2 de agosto.

Em relação à remuneração direta, a maior prioridade foi o aumento real, sendo apontada por 40% dos bancários. O índice de reajuste mais apontado pelos bancários foi entre 10,1 e 15%. Já dentro da remuneração indireta, as maiores prioridades foram uma cesta alimentação maior, com 39%, e auxílio creche maior, com 19%.

A PLR maior também foi uma importante prioridade para os trabalhadores que responderam à Consulta Nacional, tendo sido votada por 57% dos respondentes na categoria Remuneração Variável.

Além disso, no tema Emprego, os bancários pedem mais contratações, com 33% e o fim das terceirizações, com 23%. Já em relação às condições de trabalho, o combate ao assédio moral, com 41%, e o fim das metas abusivas, 35%, foram as maiores prioridades da categoria. As demandas evidenciam o sofrimento dos bancários com a sobrecarga e as pressões sofridas nos locais de trabalho.

Entre outras questões tratadas, mais uma vez o adoecimento da categoria ficou claro na Consulta Nacional. Dos bancários que responderam ao questionário, 22% afirmaram ter utilizado remédios controlados nos últimos 12 meses.

Já na pauta política, a categoria mostrou que está atenta ao cenário brasileiro e 73% dos respondentes consideraram muito importante a regulamentação do sistema financeiro. As terceirizações também têm indignado os bancários, e 66% dos respondentes consideraram muito importante a realização de uma greve geral para combater o problema. Além disso, 72% dos respondentes são favoráveis à democratização da mídia no Brasil, com o fim da concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucas famílias, e 82% se mostraram favoráveis a uma reforma política que acabe com o financiamento empresarial às campanhas políticas.

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