Neste domingo, 10, último dia da Conferência Nacional, bancárias e bancários puderam analisar os resultados da consulta realizada por sindicatos de todo o país com a categoria. Entre as prioridades apontadas pelos trabalhadores para a Campanha Nacional 2018 estão o aumento real, a manutenção de direitos e o combate ao assédio moral. Foram respondidos 35 mil questionários no total, sendo a grande maioria por bancários de agências (72%).

Para conquistar os pontos avaliados como importantes pelos bancários, 60% dos respondentes afirmaram que estão dispostos a aderir à greve e 41% pretendem participar de assembleias.

A categoria também se manifestou contrariamente ao projeto que visa permitir a abertura das agências aos sábados, com 90% de rejeição.

Em relação à reforma trabalhista, bancárias e bancários também demonstraram sua insatisfação. Dos que responderam, 73% consideraram a nova lei como péssima para os trabalhadores. Além disso, 79% afirmaram que não votariam em parlamentares que aprovaram a reforma. Um percentual de 53% dos respondentes, porém, afirmaram que ainda não sabiam sobre o fim da ultratividade, que garantia os direitos previstos na Convenção Coletiva até a assinatura de um novo acordo.

Sobre as eleições 2018, 67% dos bancários que responderam afirmaram que é muito importante eleger políticos comprometidos com as pautas da classe trabalhadora e 27% consideraram importante.

Outra questão mostrou que 81% dos respondentes consideram muito importante combater o desmonte e a privatização dos bancos públicos. Isto aponta que tanto os trabalhadores de bancos privados quanto os dos públicos entendem a importância destas instituições para o país. A categoria também considerou muito importantes o combate à terceirização irrestrita (81%) e a democratização do monopólio de comunicação no Brasil (64%).

Sobre a Campanha Nacional, bancárias e bancários apontaram o Whatsapp e o jornal do Sindicato como as formas preferidas para receber informações.

 

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