A decisão unilateral do Bradesco de concentrar a realização dos exames médicos periódicos de bancárias e bancários em um único endereço tem causado forte indignação na categoria. O Sindicato cobrou do banco explicações para a medida, que ignora a capilaridade da base de atendimento e cria uma série de dificuldades para os funcionários.
Bancárias e bancários de diferentes regiões terão que enfrentar longos deslocamentos para cumprir uma obrigação que antes era realizada de forma descentralizada e acessível. A mudança retira esses trabalhadores de suas atividades junto aos clientes durante todo o dia.
Em vez de facilitar a prevenção e o acompanhamento da saúde ocupacional, o banco cria obstáculos e aumenta o estresse de uma categoria que já enfrenta sobrecarga. Na avaliação do Sindicato, a decisão prioriza a redução de custos do Bradesco em detrimento das necessidades dos trabalhadores.
A alteração foi imposta sem qualquer negociação prévia com o Sindicato ou com a Comissão de Organização dos Empregados (COE).
“Repudiamos veementemente a medida burocrática e unilateral, que se soma a outras denúncias recentes contra o banco, como demissões, fechamento de agências, precarização das condições de trabalho e transformação de Unidades de Negócios em Escritórios de Negócios. O Sindicato está acionando os canais competentes para cobrar explicações do Bradesco, exigir a descentralização imediata dos exames e garantir o atendimento nas respectivas unidades de lotação”, afirmou Giovanni Alexandrino, funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato.
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