Sindicato exige que Itaú pare de cobrar funcionários por meio do celular pessoal

28/10/2026

Itaú
Sindicato exige que Itaú pare de cobrar funcionários por meio do celular pessoal

Após receber denúncias de que o Itaú tem obrigado funcionários a utilizarem seus celulares pessoais para atividades do banco, o Sindicato cobrou novamente o fim da prática. Em ofício encaminhado em 15 de outubro, a entidade exigiu que a instituição deixe de impor o uso dos aparelhos particulares para o trabalho, inclusive para comunicação pelo WhatsApp e fora do horário de expediente.

Quando se trata da cobrança de resultados, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026–2028 é expressa. O parágrafo primeiro da cláusula 39 estabelece: “É vedada, ao gestor, a cobrança de cumprimento de resultados por mensagens, no telefone particular do empregado”. Trata-se de uma conquista da categoria que deve ser cumprida por todos os gestores.

No ofício, o Sindicato também destaca o artigo 2º da CLT, que atribui ao empregador os riscos da atividade econômica. Com base nesse princípio, a entidade cobra que o Itaú assuma os custos e forneça os instrumentos necessários à prestação dos serviços. Não cabe aos trabalhadores colocar seus recursos particulares à disposição do banco.

Em resposta enviada nesta terça-feira, 27, o Itaú afirmou que não permite o uso de WhatsApp ou celular pessoal para interação profissional e que esse contato deve ocorrer exclusivamente pelas ferramentas oficiais. A resposta, porém, se concentra no atendimento aos clientes e não esclarece quais medidas concretas serão adotadas para enfrentar as situações denunciadas, inclusive de cobranças por metas.

“Não basta o Itaú dizer que proíbe a prática e divulgar comunicados. O banco precisa garantir que as regras sejam cumpridas, orientar e responsabilizar os gestores e colocar fim aos abusos. Quem trabalha para construir os resultados do Itaú merece respeito, e não ter o celular pessoal transformado em ferramenta de pressão. Toda prática abusiva deve ser denunciada para que possamos defender os direitos da categoria”, afirmou Ramon Peres, presidente do Sindicato.

Bancárias e bancários que estejam sendo submetidos a qualquer prática abusiva devem procurar o Sindicato. Envie sua denúncia pelo Fale Conosco (clique aqui).

 

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