Ao completar 10 dias nesta quinta-feira, 6 de outubro, a greve nacional dos bancários continua se ampliando. Ontem, 5 de outubro, a paralisação nas agências e centros administrativos de bancos públicos e privados na Capital e no interior do estado saltou para 86%.

Segundo a Contraf-CUT, nacionalmente, a greve de 2011 já é a mais forte dos últimos 20 anos, atingindo ontem 8.556 unidades de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e o Distrito Federal. Este número supera o pico do movimento de 2010, quando 8.278 unidades foram paradas.

Nesta quarta-feira, 5 de outubro, em Belo Horizonte, os bancários realizaram o Dia do Preto, quando todos foram para as ruas vestidos de preto para denunciar à população o desrespeito dos banqueiros que até agora não se manifestaram no sentido de retomar o diálogo e marcar uma nova negociação com os representantes dos trabalhadores. Às 15 horas, em frente a agência Século da CAIXA, houve manifestação seguida de assembleia que deliberou pela continuidade da greve por tempo indeterminado.

Nesta quinta-feira, dia 6, às 15h30, será realizada nova assembleia em frente a agência Século da CAIXA, rua Carijós, 218, esquina com rua Espírito Santo para discussão e deliberação sobre os rumos da greve.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida dia 23 de setembro, em São Paulo. Os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Para o presidente do Sindicato, Cardoso, a atitude dos bancos em manterem o silêncio e ignorarem a disposição dos bancários em retomar o diálogo e o processo de negociação é absurda e irresponsável e só irá ampliar ainda mais a greve. “A culpa da greve é dos bancos que insistem em não dialogar com a representação dos bancários. Eles não cumpriram o compromisso assumido em público no dia 29 de setembro quando disseram estar dispostos a dar continuidade às negociações. Enquanto isso, nós permanecemos abertos ao diálogo e manifestamos a disposição para a retomada imediata das negociações e esperamos que eles apresentem uma proposta decente que atenda as justas reivindicações da categoria”, ressaltou.

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