Em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus, o grupo BV (banco e financeira) procurou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para negociar a aplicação das Medidas Provisórias 927 e 936. As MPs poderiam trazer diversos prejuízos aos funcionários, como a redução salarial em até 70% e a suspensão do contrato de trabalho.

A atuação da Contraf-CUT conseguiu amenizar os impactos das medidas sobre os trabalhadores. Na prática, não haverá redução dos salários líquidos e os empregos ainda estarão garantidos por até 120 dias.

Haverá redução de 25% nos salários brutos, mas os representantes dos trabalhadores negociaram um abono que complementa o valor a ser recebido pelos funcionários durante a pandemia. Assim, o valor que entrará na conta dos funcionários a cada mês não sofrerá alterações.

Principais pontos do acordo

  • Estabilidade por até 120 dias com redução salarial e de jornada de apenas 25%;
  • Prazo de 60 dias;
  • O empregado deixará de trabalhar 5 (cinco) dias por mês;
  • Fará jus ao Benefício Emergencial da União (seguro desemprego);
  • Complemento salarial por Ajuda Compensatória (abono) de valor igual ao necessário para manter o mesmo valor líquido do salário mensal;
  • Estabilidade durante o período de vigência do acordo e por igual período após o restabelecimento da jornada e salário.

Banco de Horas:

  • Banco de horas durante o período da calamidade;
  • 18 meses para pagamento das horas negativas;
  • Pagamento com prorrogação de jornada de no máximo 2 horas por dia;
  • Em caso de demissão sem justa causa, o saldo negativo não será descontado;
  • Opção de utilizar 10 dias de férias para pagamento do saldo de horas, a pedido do empregado.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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