No dia 1º de maio, trabalhadores também foram às ruas em defesa da democracia e de seus direitos. Foto: CUT-MG

Os bancários de todo o Brasil participarão nesta terça-feira, 10, do Dia Nacional de Luta contra o Golpe e em Defesa de Direitos, que está sendo proposto pelas Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. A mobilização contará com a participação de diversas categorias de trabalhadores e segmentos sociais.

Em Belo Horizonte, um ato político cultural será realizado nesta terça-feira, 10 de maio, a partir das 18h30 na Praça da Liberdade. Participe!

Os efeitos danosos da ruptura democrática em andamento no legislativo e em parte do judiciário foi o tema do ato do Dia Internacional dos Trabalhadores, 1º de maio, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), outras centrais e entidades dos movimentos sociais progressistas.

Segundo o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, os bancários têm sido uma peça importante na luta em defesa da democracia e em defesa dos direitos trabalhistas e sociais. “Por essa razão esperamos uma grande participação de trabalhadores bancários nestas manifestações. Nossa categoria sabe muito bem o que significa este golpe e sabe que nossos direitos serão atacados porque incomodam os patrões. As mesmas forças políticas, o mesmo empresariado e os mesmos meios de comunicação oligopolizados, sucessivamente derrotados nas urnas desde 2002, tentam voltar ao poder com um golpe que a gente pensava não ser mais possível no Brasil. Sabemos o que eles querem, ressuscitando o ideário neoliberal. Seu objetivo é a redução dos custos pela precarização. Não importa que para isso os salários das famílias sejam arroxados, direitos sejam reduzidos, diminua a qualidade dos empregos e o patrimônio do povo brasileiro – os bancos públicos – sejam privatizados. Vamos lutar para que isso não aconteça!”

A aliança conservadora orquestrada para um possível governo do atual vice-presidente já demonstra o caráter instalado do golpe, que não representa a vontade cidadã expressa nas eleições de 2014.

Será necessária a intensificação da luta contra o Projeto de Lei Complementar nº 30 (PLC 30), que trata da terceirização total e contra o Projeto de Lei 4918 na Câmara dos Deputados, anteriormente denominado PLS 555 no Senado Federal, que expõem todos e todas à desregulamentação do trabalho e das negociações coletivas e as empresas públicas à abertura de capital e mudanças na gestão do Estado, consecutivamente.

Os bancários têm muito a lutar contra o mote do vice-presidente “privatizar o que for possível” e as propostas contidas na chamada “Ponte para o Futuro”.

Defender a Mesa de Negociações Nacional e Unificada dos bancários será uma das pautas, para que os tempos sombrios da década de 1990 não retornem à realidade da Campanha Nacional dos Bancários.

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas alertou aqueles que acreditam no discurso de que o impeachment resolve o problema do Brasil. “Os golpistas estão vendendo a ideia de que fazendo o impeachment, no dia seguinte, a economia crescerá 10%, um milhão de empregos serão gerados e o Brasil sairá da crise, mas o impeachment aprofundará a crise”, disse, ao reforçar que um possível golpe acirrará a disputa das ruas para que Dilma possa governar até 2018, conforme determina a eleição.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

Compartilhe: