A Coordenação do Comando Nacional dos Bancários se reuniu, na segunda-feira, 20, com a Federação Nacional dos Bancos e o Ministério Público do Trabalho, com a presença da CAIXA, para debater, entre outras coisas, sobre o atendimento nos bancos.

A reunião foi focada na CAIXA por ser o banco com o maior volume de pessoas para serem atendidas e, por isso, onde também estão os maiores problemas. Segundo a CAIXA, 24,2 milhões de pessoas já receberam o auxílio emergencial no banco, um movimento de aproximadamente R$ 16 bilhões.

“É um volume muito grande de pessoas, mas grande parte delas vai ao banco sem necessidade, por falta de informação. Pessoas se cadastraram e aguardam confirmação, ou que não têm direito, que estão fora do dia estabelecido no calendário de pagamentos etc., enfim, não deveriam estar no banco e acabam criando filas e aglomerações. A CAIXA se comprometeu a intensificar as informações sobre o auxílio emergencial e a divulgação do canal de atendimento 111. Quem quer informação não precisa ir às agências, basta ligar nesta central”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, ao ressaltar que o Ministério Público Federal, entrou com uma ação civil pública pedindo, inclusive, que a Caixa abra as agências aos sábados para atender essas pessoas.

Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Dionísio Reis, grande parte das pessoas não necessita do atendimento presencial nas agências, precisa de informação. “É fundamental que a CAIXA e o governo deem as informações corretas e as orientações sobre como fazer o cadastro e a movimentação dos recursos sem que estas pessoas precisem ir ao banco para evitar que elas corram o risco de contágio pelo vírus”, afirmou.

“Já havíamos negociado com a CAIXA e a Fenaban vários dos pedidos que o Ministério Público Federal fez na ação, como álcool gel, máscara, marcação do chão. Eles pedem que a CAIXA abra aos sábados, mas nós achamos que não existe a necessidade de abertura aos sábados. Foi consenso na reunião com o MPT que muita gente que vai às agências não precisava estar lá. Por isso, é preciso informação sobre quem tem direito e como acessar a renda básica emergencial, assim as pessoas saberiam que não há necessidade de ir as agências e isso reduzirá as filas e as aglomerações”, disse Juvandia.

A CAIXA disse que já autorizou o aluguel de carros de som para informar as pessoas que estão nas filas e rodando nas comunidades e os sindicatos dos bancários já estão, desde o começo, reforçando as informações.

Para Juvandia, o grande nó é a divulgação. Ela informou ainda que, na reunião com o Ministério Público do Trabalho, a CAIXA se comprometeu a reforçar a divulgação da central de atendimento 111. “Precisa massificar a divulgação. E é preciso também envolver os municípios, pedir para as prefeituras ajudarem colocando os CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) para ajudar a fazer esse serviço social de esclarecimentos e cadastramentos”, defendeu.

O coordenador da CEE/Caixa disse ainda que todos os empregados sentem orgulho de trabalhar na Caixa por saber da importância do banco e de seu trabalho. “Por isso sempre lutamos em defesa da CAIXA como banco 100% público. E, neste momento, todo povo brasileiro está vendo isso”, destacou.

Abertura no feriado e no sábado

Na terça-feira, 21, e no sábado, 25, aproximadamente 700 agências da CAIXA, a maior parte delas localizadas nas regiões Norte e Nordeste do país, onde existe maior demanda, abrirão para atendimento às pessoas que precisam receber o auxílio emergencial.

“Os empregados, que já estão sobrecarregados, não podem ser obrigados a terem que trabalhar no feriado e no sábado. É importante que o trabalho seja realmente voluntário. O empregado que se sentir obrigado ou se houver algum tipo de abuso deve entrar em contato com seu sindicato e denunciar a situação”, disse Dionísio.

A CAIXA informou na reunião com o MPT que o atendimento no feriado e no sábado acontecerá somente nesta semana, na terça e no sábado, somente nestas agências e os funcionários vão aderir voluntariamente.

A coordenação do Comando Nacional dos Bancários cobrou da CAIXA o pagamento das horas extras e o banco informou que serão pagas.

Manter contingente atual

A CAIXA desmentiu boatos de que pretende chamar funcionários que estão em home office e dispensados do trabalho para voltar às agências. O banco se comprometeu a manter o contingente atual e o rodízio.

Organização das filas

Segundo a imprensa, a Polícia Federal autorizou a CAIXA a colocar os vigilantes para ajudar a organizar as filas.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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